domingo, 30 de janeiro de 2011
Em algum lugar no passado-Un Capretto

Em algum lugar em 1985, quando passávamos na Br 122 ,no trajeto entre Crato e Ouricuri,talvez mais precisamente entre Bodocó e Exu encontramos algumas habitações curiosas usados por cabritos domésticos;acreditamos serem eles domésticos(Capra hircus) ,pois não sabemos da existência de cabritos montês ou selvagens(Capra aegagrus) no Brasil; mas ali, em meio àquelas caatingas eles se reproduzem livres, pelo menos, aos olhos dos transeuntes fica essa imagem registrada. Queremos crer que o atavismo ou gen de recessão os adapte a sobrevivência sem a ingerência humana. E o mais curioso ou que mais nos chamou atenção e que motiva esse texto foram as tocas ,cavas,que eles mesmos fazem para se abrigarem e dormirem;ao longo de uma rodovia pavimentada e movimentada,não é nenhuma Free Way mas, os veículos que trafegam por ali parece não os incomodar.Parece que eles estão alheios a todo o movimento,onde ,talvez,não se sintam ameaçados. Cavando,aos poucos,onde há um alguma erosão eles iniciam “despacito” ou quem sabe ,trabalho em equipe e fazem uma toca que usam como casa.
“...il mio bel capretto è nato in libertà
finché sono in vita mai nessuno lo toccherà
la storia te l´ho raccontata apposta perché un giorno pure tu
dovrai fare l´impossibile perchè non succeda più.
Siamo madri e siamo figli tutti nati in libertà
ma saremo i responsabili se uno solo pagherà.”
Esses versos são parte de uma adaptação de uma canção popular polonesa de 1935- On A Wagon Bound To Market (Donna, Donna) di Sholom Secunda
Traduzida e adaptada para o italiano por Herbet Pagani,retrata a estupidez da Guerra.
sábado, 29 de janeiro de 2011
L' Adrar-Atar Mauritania

Tivemos um contato de Radio em 12 de outubro 1993,entre muitos outros que aos poucos irei postar em http://radiopommerngroup.blogspot.com/.
L’Adrar
Queremos acreditar que L’Adrar venha de “Adro” grande e espaçoso como as dimensões que se experimenta,além do silêncio,quase absoluto dos desertos,onde parece que o firmamento está mais perto.Quase podemos tocar a face de Deus; e as suas estrelas são tão próximas e brilhantes que ofusca o brilho da lua;as suas estrelas são estradas cintilantes que guia os peregrinos nas suas intermináveis caravanas.
A Mauritania ,o deserto da Mauritânia, tem uma beleza incomum ,primitiva presente nas suas dunas que se movimentam como as tribos nômades que habitam suas areias, com seus ventos ora frios ora causticante que fazem os viajantes cansados ver as miragens das virgens sensuais prometidas, nos seus oásis; onde há leite , mel , tâmaras e figos a fartar .Lugares misteriosamente guardados que se abrem, com as palavras certas e mágicas dos contos das mil e uma noite,num abre-te sésamo,das emoções em suspenso e singulares protegidas, sob as suas areias, dos olhos e cobiças estrangeiros.Onde os convidados saboreiam leite de camela adoçado com mel e abrem-se o figo como se tira as pétalas de uma flor: lento e delicadamente e depois se entornam um mel claro e cristalino, como as suas noites,o tornando uma iguaria de sabor incomparável e inolvidável .
Nos desertos espaçosos, nos habituamos ao silêncio a aprendemos a comungar com eles. O nomadismo nos torna simples e acolhedores como numa irmandade,onde um gesto amigo pode significar a sobrevivência.Ali podemos ver a beleza de um chacal em caça , nos deslumbrar como uma rara flor nos seus desertos ou ficar absorto com o por de sol nas suas infidáveis dunas de areia,num mistério de final de tarde e até nos deslumbrar com suas noites estreladas,pensando que algumas delas se acendem ,cintilam e brilham só para nós Podemos participar de uma roda,em volta da fogueira,onde não dizer uma única palavra pode significar muito mais que desperdiçá-la inutilmente.
Aprendemos que beleza do deserto está na vastidão de seus espaços ilimitados ,está na nas suas dunas,na sua gente,nas suas estrelas,nos seus oásis,na interação e sobrevivência a viagem para além das dunas que parece não ter fim...! Aqueles que têm sensibilidade para aprender,sobrevivem...
JATeixeira
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Os Excessos são Demasia Trop et Rien

Um Poeta francês chamado Charles-François Panard nascido em nov de 1689 e falecido jun de 1765,
já advertia dos perigos dos Excessos,no final do século XVII,quando dizia,que os
"Os Excessos são Demasia" ,em "Trop et Rien",que parece ilustrar os excesso que se comete nos que condenam a alimentação omnívara dos humanos,querendo os converter em herbívoros,esquecem também que a alimentação dos herbívoros é baseada em outras espécies vivas ;querendo os tornar culpados,diante da alimentação a base de proteína animal;querendo mostrar que há crueldade na alimentação humana,ao matar animais para alimentar-se.Querendo fazer crer que somente os animais,dos quais nos alimentamos têm vida.Se assim for não poderemos nos alimentar de nada,afinal a vida está diluída em toda a obra do Criador e não unicamente nos animais.(superiores)
Tivemos um professor de micologia que era, às vezes, intransigente na defesa dos fungos.Afinal eles também são seres vivos e como tal,tem direito e o dever de lutar pela sua perpetuação,mesmo a custas das chagas(micoses) que causam nos seus hospedeiros.Por outro lado,as outras espécies,temos também o direito sagrado e inalienável(não revogado nem por decreto) de nos defender criando os medicamentos antifúngicos.Creio que os Parasitas da Natureza Verde,devem se abster de usar nistatina,quando estiverem com uma candidiase insuportável.Afinal, a dona Candida albicans,também tem o direito a vida,a reprodução e perpetuação da sua espécie.Devem aceitar com naturalidade as picadas dos pernilongos imaruis,pulgas,etc.etc.pois,é cruel eliminar esses que nos causam somente algumas picadas”suportáveis” e algumas doenças controláveis.
Lembro-me, casualmente,de uma pesquisa feita em uma escola, onde um grupo de alunos, quando em visita a um laboratório de botânica,um entre eles aproximou de uma árvore e puxou as suas folhas, quebrou alguns galhos e a maltratou por algum tempo.Todos os alunos foram convidados a sair.Os estudiosos,colocaram naquela planta alguns sensores ligados a uma impressora,semelhante a um sismógrafo.Convidaram os alunos a voltarem a se aproximarem da árvore,quando aquele que a maltratou se aproximou, os marcadores gráficos indicavam atividade máxima, com em um abalo sísmico.Indicando com isso, que a planta reconheceu e reagiu a presença daquele que a maltratou.Acho que portanto,não devemos mais fazer polenta,afinal são milhares de grãos férteis que perderão a vida.Não devemos também comer feijão,pois ali na semente está a perpetuação da espécie,latente,esperando voltar à terra e originar uma nova planta,etc... São os excessos
“ Trop de finesse est artifice,
Excesso de delicadeza é artifício
Trop de rigueur est cruauté,
Excesso de rigor é crueldade
Trop d'économie avarice,
Excesso de economia é avareza
Trop de bonté devient faiblesse,
Ecesso de bondade ,converte-se em fraqueza
Trop de complaisance devient bassesse,
Excesso de complacência em baixeza
Trop de politesse fadeur.
Excesso e polidez em insipidez
JATeixeira
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Kokomo-Calao Papou-Hornbill (Aceros plicatus)

Macho,que é macho faz assim,ou será que a insegurança ou inceteza desses "papuanos": aprisiona a fêmea,durante a nidificação,fechando a entrada do ninho com : uma pasta feita de comida, excrementos e partículas de madeira para impedir que ela abandone o ninho.Claro,que ele deixa uma pequena fenestra por onde a alimenta,afinal ela choca seus próprios filhos,
Do latim,o seu nome significa: Aceros (afiado)Plicatus(dobras).Pois o macho apresenta até 8 dobras no sobre-bico ou bi-córneo,cuja finalidade provável seja atrativo sexual,já que a fêmea não apresenta,logo era teria outro tipo de encanto a exercer sobre o macho,dispensando esse glamour das dobras nas saias,quero dizer no bico. Não sabemos de onde os "cientistas” tiram tais inspirações para deduzirem essa de “atrativos sexual do macho” Será uma análise pessoal,que eles tivessem tais atrativos seria escolhidos pelas fêmeas,pelas quais se sentem atraídos?.Ou será que se sentem excluídos,por conta de tais predicados???Achamos,que o sobre-bico ali presente, seria mais possível que fosse uma mera caixa de ressonância onde vocalizaria melhor seus ruídos longos e esquisitos ,além de um voo pesado e ruidoso . Há,até, quem compare o som das suas asas ,durante o vôo, ao som do vapor escapando de uma locomotiva a vapor.Assim como o som produzido pelo bater das asas tem um longo alcance e produz um ruído gutural parecendo um grunhido que induz ao riso .Ainda, falando de atrativo sexual, acreditamos que não são unicamente os cientistas que pensam assim ou quem sabe, eles apenas buscaram inspiração nos nativos dessas regiões,que sacrificam(politicamente estúpido)ou matam essas aves(politicamente verdadeiro) e usam os seus bicos como adornos para atraírem suas parceiras,(Ah,tá agora entendi !) Será que eles as enjaulam também,no período gestacional???
Bem, mas voltando ao Calao Papou também conhecido como Kokomo, na língua de Papua ,ele tem aproximadamente 91cm de comprimento .O macho é ligeiramente maior que a fêmea, pode atingir até 1,30 m com uma envergadura de 1,80 m e um peso de 3 kg. O macho tem a cabeça bronzeado de cor dourada, plumagem preta, íris,marrom avermelhado, pele de cor azul pálido orbital e cauda branca. A fêmea geralmente é um pássaro todo preto com a garganta e cauda branca,feia uma barbaridade,deve saber cozinhar muto bem ou tem algum outro encantamente peculiar,invisível aos pesquisadores .Quando jovem ambos os sexos são semelhantes.Os Adultos tem até oito dobras no bi-córneo , enquanto o jovem não tem nenhum.
Apresentam um grande bico curvado para baixo de até 30 cm de comprimento, no sexo masculino e de 25cm no feminino.
São encontrados nas florestas das Molucas, Nova Guiné, Arquipélago de Bismarck e nas Ilhas Salomão. É uma das maiores aves nativas da Nova Guiné e também uma das maiores aves de vôo da região. A sua alimentação consiste principalmente de frutos, insetos e pequenos animais.
Apresenta três garras nos pés permitindo-lhe uma boa aderência aos galhos. A expectativa de vida, observada em cativeiro, chegaram até 50 anos.
Alimentam-se essencialmente frutas, especialmente os figos, que por serem ricos em açúcar, podem apresentarem-se em fermentação, deixando-os eufóricos ou em leve embriaguez(Por que será que elas se embriagam?Seria para verem na parceira uma Cleopatra,já que serão fieis a vida toda).Alimenta-se também de insetos e pequenos vertebrados - sapos, lagartos, cobras e pássaros pequenos.
Reprodução
Uma vez acasalados , o casal permanece fiel durante toda à vida e se aninham na copa entre 15 e 20 metros de altura. A fêmea põe 2-4 ovos em uma árvore oca , mas em geral, apenas um filhote sobrevive após a eclosão. Quando a fêmea inicia a incubação, o macho fecha o ninho com uma pasta feita de comida, excrementos e partículas de madeira para impedir que ela abandone o ninho ou que ocorra a invasão de predadores (macacos,cobras)Ele deixa apenas uma pequena janela, por ele a alimenta durante o período da incubação.Quando os ovos eclodem,a fêmea destrói a porta que a mantinha presa e sai do ninho,fechando novamente e deixando ainda a pequena janela por onde alimentará o filhote por 4 meses; quando ele ,então, estará em condições de aprender a voar.
Leia mais aqui:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Calao_papou
http://en.wikipedia.org/wiki/Papuan_Hornbill
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