segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Amizade
« L'amitié totale est universelle. Et seule l'amitié universelle peut être une amitié totale. Tout lien particulier manque de profondeur, s'il n'est ouvert à l'amitié universelle. »
Nos tempo de ginasiano tivemos muitos colegas. Alguns desses colegas eram também amigos e assim mantivemos esse coleguismo e amizade durante todo esse período escolar.Entre esses amigos havia um determinado grau de cumplicidade e isso nos aproximávamos e nos tornávamos mais coesos:nos irmanavam.E mesmo que não tivéssemos o mesmo sexo, isso era o de menor importância,éramos simplesmente amigos.Amizade prescinde disso.Os alicerces em que elas se fundam,são muitas vezes incompreensíveis ao senso comum..Elas se apóiam em não ter exigências ou regras,os amigos e a amizade prescindem disso,talvez, exatamente por não ter exigências é que duram e se solidificam e são relembradas com esse ar de quem nos falta alguma coisa,um sentimento de “incompletude”.
Às vezes, de repente, alguma luz se acende e nos lembramos desses, parece que brotam do labirintos de nossas “caves”reservadas, como aquele vinho de boa safra,onde as suas fisionomias :felizes,descontraídas em meio aos risos e brincadeiras e a grande alegria permanecem ,tal qual, como aconteceu, ali não envelheceram,se conservam com o mesmíssimo jeito e “trejeito” .Quando abrimos essas velhas “garrafas” guardadas nessas “caves”com tanto carinho e protegidos da “ferrugem” do tempo que acidifica os bons vinhos,como estragam as boas amizades,Eles estão ali incólumes,e assim permanecem e permanecerão ad infinitum,enquanto mantivermos essa chama acesa nos nossos “corações”.
Betão,(Roberto de Brito)Margarida Marques e eu formávamos por algum tempo uma amizade, que me recordo com bastante saudade e carinho.E o curioso nessa amizade ,nesse triângulo que não era amoroso:dois homens e uma mulher, sem interesse escuso onde o elo dessa ligação era unicamente a amizade ,às vezes a ignição que desencadeia esse relacionamento se deve as proximidades das cadeiras ,uma matéria em comum,sentar-se lá atrás,etc.E embora hoje tanto tempo já decorrido desde então,persiste de alguma forma latente e que se manifesta ,quando menos se espera.
Quando estudávamos em Porto Alegre também formávamos idêntica amizade com Ivã(de Vacaria)e a Mara de Rio Grande (cidade).E mesmo tendo voltado pra Santa Maria e me afastado do contato e convívio deles,ainda mantivemos essa amizade por muito tempo.Depois perdemos contato,mas de qualquer forma alguma coisa ainda restou,caso contrário não nos estaríamos nos lembrando agora deles.
Tem uma musica italiana que diz:” a lontananza , como o fogo extingue os pequenos incêndios e aumenta os grandes.("la lontananza sai è come il vento
spegne i fuochi piccoli accende quelli grandi"
Com a amizade não é diferente .As grandes distâncias,no tempo, não extingue esse fogo,pelo contrário o mantém aceso e a cada momento,se sopra um vento,o bóreas suavemente,ou o Austro(minuano),avivando aquelas brasas cobertas das cinzas do tempo e assim permanecem, acesas nas nossas lembranças.
Nos tempo de ginasiano tivemos muitos colegas. Alguns desses colegas eram também amigos e assim mantivemos esse coleguismo e amizade durante todo esse período escolar.Entre esses amigos havia um determinado grau de cumplicidade e isso nos aproximávamos e nos tornávamos mais coesos:nos irmanavam.E mesmo que não tivéssemos o mesmo sexo, isso era o de menor importância,éramos simplesmente amigos.Amizade prescinde disso.Os alicerces em que elas se fundam,são muitas vezes incompreensíveis ao senso comum..Elas se apóiam em não ter exigências ou regras,os amigos e a amizade prescindem disso,talvez, exatamente por não ter exigências é que duram e se solidificam e são relembradas com esse ar de quem nos falta alguma coisa,um sentimento de “incompletude”.
Às vezes, de repente, alguma luz se acende e nos lembramos desses, parece que brotam do labirintos de nossas “caves”reservadas, como aquele vinho de boa safra,onde as suas fisionomias :felizes,descontraídas em meio aos risos e brincadeiras e a grande alegria permanecem ,tal qual, como aconteceu, ali não envelheceram,se conservam com o mesmíssimo jeito e “trejeito” .Quando abrimos essas velhas “garrafas” guardadas nessas “caves”com tanto carinho e protegidos da “ferrugem” do tempo que acidifica os bons vinhos,como estragam as boas amizades,Eles estão ali incólumes,e assim permanecem e permanecerão ad infinitum,enquanto mantivermos essa chama acesa nos nossos “corações”.
Betão,(Roberto de Brito)Margarida Marques e eu formávamos por algum tempo uma amizade, que me recordo com bastante saudade e carinho.E o curioso nessa amizade ,nesse triângulo que não era amoroso:dois homens e uma mulher, sem interesse escuso onde o elo dessa ligação era unicamente a amizade ,às vezes a ignição que desencadeia esse relacionamento se deve as proximidades das cadeiras ,uma matéria em comum,sentar-se lá atrás,etc.E embora hoje tanto tempo já decorrido desde então,persiste de alguma forma latente e que se manifesta ,quando menos se espera.
Quando estudávamos em Porto Alegre também formávamos idêntica amizade com Ivã(de Vacaria)e a Mara de Rio Grande (cidade).E mesmo tendo voltado pra Santa Maria e me afastado do contato e convívio deles,ainda mantivemos essa amizade por muito tempo.Depois perdemos contato,mas de qualquer forma alguma coisa ainda restou,caso contrário não nos estaríamos nos lembrando agora deles.
Tem uma musica italiana que diz:” a lontananza , como o fogo extingue os pequenos incêndios e aumenta os grandes.("la lontananza sai è come il vento
spegne i fuochi piccoli accende quelli grandi"
Com a amizade não é diferente .As grandes distâncias,no tempo, não extingue esse fogo,pelo contrário o mantém aceso e a cada momento,se sopra um vento,o bóreas suavemente,ou o Austro(minuano),avivando aquelas brasas cobertas das cinzas do tempo e assim permanecem, acesas nas nossas lembranças.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Experiencias
As nossas experiências são as manifestações mais sublimes de Deus nas nossas vidas.
Se são boas, nos alegram. Se são ruins, nos fortalecem:Nada nos afronta.
E como na parábola da borboleta: as dificuldades impostas, nos preparam para alçar vôo além do quintal que nos separa do mundo vasto e desconhecido.
E mesmo se têm alguns predadores pelo caminho saberemos nos esquivar e cumprir a nossa tarefa de ir de flor em semear o pólen colhido ao longo da nossa jornada.
JAT
Se são boas, nos alegram. Se são ruins, nos fortalecem:Nada nos afronta.
E como na parábola da borboleta: as dificuldades impostas, nos preparam para alçar vôo além do quintal que nos separa do mundo vasto e desconhecido.
E mesmo se têm alguns predadores pelo caminho saberemos nos esquivar e cumprir a nossa tarefa de ir de flor em semear o pólen colhido ao longo da nossa jornada.
JAT
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Festa das Tradições Tradycyjny Festiwal- Fest der Traditionen Festa delle tradizioni
FESTA DAS TRADIÇÕES de Benedito Novo 2012
Venite a vivere la tradizione in cui polacco, tedeschi e italiani si incontrano e formano una grande festa, dove beve, manggia, con alegria de vivere , divertirsi e festeggiare.
Venite tutti voi , nei giorni 17, 18 e 19 febbraio
Kommen Sie alle, an den Tagen 17, 18 und 19. Februar
Kommen Sie leben die Tradition, wo Polnisch, Deutsche und Italiener kommen zusammen und bilden eine einzige große Traditionsfest, wo sie essen, trinken und mit Lebensfreude zu feiern.
Venha viver a tradição onde polonese, alemães e italianos se reunem e formam uma grande festa, onde bebem, comem e festejam com alegria de viver.
Venham todos nos dias 17, 18 e 19 de Fevereiro
Przyjdź na żywo tradycję gdzie polski, Niemcy i Włosi się razem i tworzą jedną wielką imprezę, gdzie piją, jedzą i świętować radość życia.
Wszyscy się w dniach 17, 18 i 19 lutego
* * * PROGRAMAÇÃO! * * *
SEXTA-FEIRA! -- Dia 17 de fevereiro.
* 19:30h - Abertura Oficial;
* 20:30h - Sangria do 1º Barril;
* 22h - Show "Vox 3";
* 24h - Baile "Musical Novo Som".
SÁBADO! -- Dia 18 de fevereiro.
* 13h - Abertura dos Portões;
* 13:30h - Tarde Dançante para Melhor Idade "Banda Fantásticos";
* 15h - Apresentação Rudy e Wylly;
* 18h - Apresentações Culturais;
* 21h - Show Coração de Estudante - UNIASSELVI- (com Elisângela Dias);
* 23h - Baile "Banda Montreal".
DOMINGO! -- Dia 19 de fevereiro.
* 10h - Abertura dos Portões;
* 12:30h - Musical "Duplo Encanto";
* 17h - Apresentação Rudy e Wylly;
* 19h - Banda "Cavalinho Branco";
* 21h - Queima de Fogos.
Durante Toda a Programação da Festa:
* Gastronomia;
* Feira de Artesanato;
* Apresentações Culturais;
* Parque de Diversão;
* Exposição de Veículos Antigos;
* Música - Bailes e Chopp;
* Vôo Panorâmico com Helicóptero;
* Tenda Eletrônica.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Luci a San Siro - Roberto Vecchioni ed Emma Marrone
Luci a San Siro é uma apresentação primorosa de um dueto: Roberto Vicchioni e Emma Marrone,que põe toda a alma e expressividade nessa apresentação belissima e intensa.
Vejam aqui:
Luci a San Siro
(Vecchioni)
Hanno ragione, hanno ragione
mi han detto: "È vecchio tutto quello che lei fa,
parli di donne da buon costume,
di questo han voglia se non l'ha capito già"
E che gli dico:"Guardi, non posso, io quando ho amato
ho amato dentro gli occhi suoi,
magari anche fra le sue braccia
ma ho sempre pianto per la sua felicità"?
Luci a San Siro di quella sera
che c'è di strano, siamo stati tutti là:
ricordi il gioco dentro la nebbia?
Tu ti nascondi e se ti trovo ti amo là.
Ma stai barando, tu stai gridando,
così non vale, è troppo facile così
trovarti, amarti, giocare il tempo
sull'erba morta con il freddo che fa qui.
Ma il tempo emigra, mi han messo in mezzo
non son capace più di dire un solo no.
Ti vedo e a volte ti vorrei dire
ma questa gente intorno a noi che cosa fa?
Fa la mia vita, fa la tua vita
tanto doveva prima o poi finire lì
ridevi e forse avevi un fiore
non ti ho capita, non mi hai capito mai.
Scrivi, Vecchioni, scrivi canzoni
che più ne scrivi più sei bravo e fai danè
tanto che importa a chi le ascolta
se lei c'è stata o non c'è stata e lei chi è?
Fatti pagare, fatti valere
più abbassi il capo e più ti dicono di sì
e se hai le mani sporche che importa
tienile chiuse e nessuno lo saprà.
Milano mia portami via, fa tanto freddo,
ho schifo e non ne posso più,
facciamo un cambio, prenditi pure
quel po' di soldi, quel po' di celebrità
ma dammi indietro la mia Seicento,
i miei vent'anni e una ragazza che tu sai.
Milano, scusa, stavo scherzando,
luci a San Siro non ne accenderanno più.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Fantasma da Infância
Nem sempre os fantasmas que povoam nossa infância,nos aasustam,eles não são os mesmo que povoam a nossa adolescência ou idade adulta,parece que esses também amadurecem e nos acompanham durante toda a nossa existência. Acreditamos que cada um de nós,tem os seus próprios fantasmas ,aos quais vão se juntando outros e mais outros... a cada etapa da vida.
Trazemos atrelados os fantasmas das viagens de trem, onde ouvimos,ainda, as rodas nos seus sons de submundo, com os ruídos que acompanham os deslocar dos vagões,apitos que ecoam na alma e nos acordam em sobressaltos,como se aí estivéssemos;parece uma realidade paralela que evocamos e que o deus Hypnos nos permite vivenciar.As vezes lembramos cada minúcia como se fôra recém-ocorrida, como tentar saber a distância que nos separava dele,simplesmente encostando o nosso ouvido no trilho...Víamos cada dormente onde assentavam-se aqueles trilhos e pensávamos no trabalhos dos lenhadores e na dor daquele que abraçou o tamarindo, que tombou sob o machado bronco e não mais levantou da terra...
Ouvimos os didididis dádádádás da telegrafia nas estações,naquelas palavras que enviadas em código Morse.Imaginávamos, à época, que essas palavras saindo dos manipuladores e esses telegramas desfilavam pelos fios, indo de uma estação à outra e muitas vezes acertávamos a esses fios, na esperança de vê-las cair.Uma certa ocasião subimos no poste e quem caiu fomos nós. O dono da Farmácia o doutor “bastin”,suponho que Bastos deveria ser seu nome e carinhosamente,chamavam-no de “bastin(nho).Éramos seu freguês antigo e quando ele nos via,já dizia:-Tu, outra vez??? E saíamos dali com braço na tipóia.
Nas estações tinha tipos humanos dos mais variados: desde essa gente apressada que viaja pela primeira vez e ,meio atoleimados,olham com olhos arregalados para todos ,sem saber aonde ir... Até aqueles que fingem esperar ou se despedir de alguém... e até acenam, com esses lencinhos com bordas de rendas, numa despedida final com os olhos vermelhos e lacrimejantes.A mulher do escrivão sempre entrava em pânico quando ele viajava...Parecia a última vez.E a mulher do dono do bar se divertia...Sempre tinha mais clientes,quando ele viajava pra buscar bebida.
As primeiras vezes, em todas as experiências são imagens que não se apagam,são fantasmas que acompanham... Crianças que viram sorvetes ,no palito,pela primeira vez e o querem embrulhar para levar pra casa...Vendedores com os seus cestos,bandejas e sacos vendendo aos viajantes que passam.Nos recordamos dos “espertos” que cronometravam o tempo de parada em cada estação e quando o trem estava pra sair,eles compravam alguma coisa e dificilmente tinha dinheiro trocado,pagariam na volta,eles diziam....
Uma ocasião,um desses esperto,com o trem já em deslocamento gritava em altos brados:-”Aqui é terra de Chifrudo.Todos aqui são cornudos e vadias !Aqui não tem homem !” E tinha...De repente ele foi arrancado de dentro daquele trem.Nada mais era do que Sr José Vicente, o delegado de ofício ,que levara filho pra viajar e encontrava-se na borda da plataforma.Acreditamos que ele deve ter tido uma aulas de bons-modos e não tenha desferidos mais tais grosserias.E nos parece que ele gostou tanto dali, que passou um mês regando os canteiros da praça da cidade e não era a moleza de hoje com mangeiras e água canalizada.Eles raspavam-lhes a cabeça e levavam duas latas de água,no ombro, do rio até a praça,o dia todo...
“Gasolina”
Ainda vemos a imagem daquele veículo que chamavam “gasolina”Era um vagão em miniatura,parecia uma kombi de hoje.Paredes de madeiras e motor a gasolina.Desenvolvia uma velocidade maior que o trem a vapor.Eram os engenheiros,Inspetores ou outras figuras importantes que a utilizavam pra inspecionar as estações e a própria ferrovia.Todas essas imagens que não se diluem,ora por outra elas se mesclam a realidade presente, quando um “fischio” qualquer chamam a nossa atenção!
Hoje essas estações,não mais existem.Os seus vagões que embalaram tantos sonhos,sonos,canções também são fantasmas e quem sabe dessa forma contata aos seus antigo passageiros para relembrá-los que ela ainda permanece...Eles sufocaram as estações,suprimiram suas linhas ,transformaram suas “gare” em comércio mas,ali estão diluídos a alma de todos os milhares de passageiros que usaram esses trens para serem conduzidos a algum lugar,foram felizes nessas viagens
Trazemos atrelados os fantasmas das viagens de trem, onde ouvimos,ainda, as rodas nos seus sons de submundo, com os ruídos que acompanham os deslocar dos vagões,apitos que ecoam na alma e nos acordam em sobressaltos,como se aí estivéssemos;parece uma realidade paralela que evocamos e que o deus Hypnos nos permite vivenciar.As vezes lembramos cada minúcia como se fôra recém-ocorrida, como tentar saber a distância que nos separava dele,simplesmente encostando o nosso ouvido no trilho...Víamos cada dormente onde assentavam-se aqueles trilhos e pensávamos no trabalhos dos lenhadores e na dor daquele que abraçou o tamarindo, que tombou sob o machado bronco e não mais levantou da terra...
Ouvimos os didididis dádádádás da telegrafia nas estações,naquelas palavras que enviadas em código Morse.Imaginávamos, à época, que essas palavras saindo dos manipuladores e esses telegramas desfilavam pelos fios, indo de uma estação à outra e muitas vezes acertávamos a esses fios, na esperança de vê-las cair.Uma certa ocasião subimos no poste e quem caiu fomos nós. O dono da Farmácia o doutor “bastin”,suponho que Bastos deveria ser seu nome e carinhosamente,chamavam-no de “bastin(nho).Éramos seu freguês antigo e quando ele nos via,já dizia:-Tu, outra vez??? E saíamos dali com braço na tipóia.
Nas estações tinha tipos humanos dos mais variados: desde essa gente apressada que viaja pela primeira vez e ,meio atoleimados,olham com olhos arregalados para todos ,sem saber aonde ir... Até aqueles que fingem esperar ou se despedir de alguém... e até acenam, com esses lencinhos com bordas de rendas, numa despedida final com os olhos vermelhos e lacrimejantes.A mulher do escrivão sempre entrava em pânico quando ele viajava...Parecia a última vez.E a mulher do dono do bar se divertia...Sempre tinha mais clientes,quando ele viajava pra buscar bebida.
As primeiras vezes, em todas as experiências são imagens que não se apagam,são fantasmas que acompanham... Crianças que viram sorvetes ,no palito,pela primeira vez e o querem embrulhar para levar pra casa...Vendedores com os seus cestos,bandejas e sacos vendendo aos viajantes que passam.Nos recordamos dos “espertos” que cronometravam o tempo de parada em cada estação e quando o trem estava pra sair,eles compravam alguma coisa e dificilmente tinha dinheiro trocado,pagariam na volta,eles diziam....
Uma ocasião,um desses esperto,com o trem já em deslocamento gritava em altos brados:-”Aqui é terra de Chifrudo.Todos aqui são cornudos e vadias !Aqui não tem homem !” E tinha...De repente ele foi arrancado de dentro daquele trem.Nada mais era do que Sr José Vicente, o delegado de ofício ,que levara filho pra viajar e encontrava-se na borda da plataforma.Acreditamos que ele deve ter tido uma aulas de bons-modos e não tenha desferidos mais tais grosserias.E nos parece que ele gostou tanto dali, que passou um mês regando os canteiros da praça da cidade e não era a moleza de hoje com mangeiras e água canalizada.Eles raspavam-lhes a cabeça e levavam duas latas de água,no ombro, do rio até a praça,o dia todo...
“Gasolina”
Ainda vemos a imagem daquele veículo que chamavam “gasolina”Era um vagão em miniatura,parecia uma kombi de hoje.Paredes de madeiras e motor a gasolina.Desenvolvia uma velocidade maior que o trem a vapor.Eram os engenheiros,Inspetores ou outras figuras importantes que a utilizavam pra inspecionar as estações e a própria ferrovia.Todas essas imagens que não se diluem,ora por outra elas se mesclam a realidade presente, quando um “fischio” qualquer chamam a nossa atenção!
Hoje essas estações,não mais existem.Os seus vagões que embalaram tantos sonhos,sonos,canções também são fantasmas e quem sabe dessa forma contata aos seus antigo passageiros para relembrá-los que ela ainda permanece...Eles sufocaram as estações,suprimiram suas linhas ,transformaram suas “gare” em comércio mas,ali estão diluídos a alma de todos os milhares de passageiros que usaram esses trens para serem conduzidos a algum lugar,foram felizes nessas viagens
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O Mar
Ne cherche pas les limites de la mer. Tu les détiens. Elles te sont offertes au même instant que ta vie évaporée. Le sentiment, comme tu sais, est enfant de la matière; il est son regard admirablement nuancé"
Os que temem não avançam...
O rio segue sempre avante, sem recuar, sem retroceder jamais. Embora a terra tente diminuir a sua marcha nos desfiladeiros,nas escarpas,estrangulando a sua passagem...
Ele se contorce, ele avança e segue altivo, sereno sabendo que o seu destino é incorporar-se ao Mar Piedoso e Pleno: berçário perpétuo de vida. Se ele parece trêmulo nos saltos e corredeira, não é de medo.
Ele tem pressa em chegar ao seu destino. Ele foi iludido por sereias de luzes ou seduzido por luzes majestosas e brilhantes do Arco-Íris e abduzido das águas do Grande Mar de quem é ,inequivocamente, parte; e precipitado distante para purificar e arrastar sais purificadores ao longo do trajeto até O Grande Pai;além de ter se derramado em benesses ao longo do caminho, ele carrega as lágrimas e promessas de todos os peregrinos que se banharam em suas águas:tépidas,passageiras...
Só perde a identidade aquele que não a tem.Ele traz impressa nas suas milhares de passagens, de todas precipitações, a marca de todos os lugares onde esteve,a marca de todas as promessas que ajudou cumprir.A lembrança eterna dos sedentos que se saciaram...
As lágrimas derramadas de todas as mães que esperam, em vão,nos cais dos portos; das noivas seduzidas pelos seus habitantes misteriosos que as vezes deixam as sua águas e saem para deixar sua gênese disseminada no trajeto. E nos dias de lua plena ,ele sente-se tentado a voltar a terra. Sente saudade dos caminhos trilhados,das sendas percorridas,das paixões do caminho e da difícil escolha em não se converter em lago e permanecer para sempre entre as devoções disseminadas.
Nas noites de lua cheia ele lança,em lamentos,grades vagas que invadem a terra e demoradamente volta,querendo permanecer entrelaçado a terra...
O renascimento não é vago,ele representa a esperança e traz na sua "matriz" os milhares de sons inaudíveis dos nascimentos e o luto negro das derrocadas funestas das perdas e lamentos.Como tudo, ele representa uma dualidade,uma contraposição entre a ordem e o caos, entre a luz e as trevas.
É a representação visível do ciclo contínuo da vida
JATeixeira.
Os que temem não avançam...
O rio segue sempre avante, sem recuar, sem retroceder jamais. Embora a terra tente diminuir a sua marcha nos desfiladeiros,nas escarpas,estrangulando a sua passagem...
Ele se contorce, ele avança e segue altivo, sereno sabendo que o seu destino é incorporar-se ao Mar Piedoso e Pleno: berçário perpétuo de vida. Se ele parece trêmulo nos saltos e corredeira, não é de medo.
Ele tem pressa em chegar ao seu destino. Ele foi iludido por sereias de luzes ou seduzido por luzes majestosas e brilhantes do Arco-Íris e abduzido das águas do Grande Mar de quem é ,inequivocamente, parte; e precipitado distante para purificar e arrastar sais purificadores ao longo do trajeto até O Grande Pai;além de ter se derramado em benesses ao longo do caminho, ele carrega as lágrimas e promessas de todos os peregrinos que se banharam em suas águas:tépidas,passageiras...
Só perde a identidade aquele que não a tem.Ele traz impressa nas suas milhares de passagens, de todas precipitações, a marca de todos os lugares onde esteve,a marca de todas as promessas que ajudou cumprir.A lembrança eterna dos sedentos que se saciaram...
As lágrimas derramadas de todas as mães que esperam, em vão,nos cais dos portos; das noivas seduzidas pelos seus habitantes misteriosos que as vezes deixam as sua águas e saem para deixar sua gênese disseminada no trajeto. E nos dias de lua plena ,ele sente-se tentado a voltar a terra. Sente saudade dos caminhos trilhados,das sendas percorridas,das paixões do caminho e da difícil escolha em não se converter em lago e permanecer para sempre entre as devoções disseminadas.
Nas noites de lua cheia ele lança,em lamentos,grades vagas que invadem a terra e demoradamente volta,querendo permanecer entrelaçado a terra...
O renascimento não é vago,ele representa a esperança e traz na sua "matriz" os milhares de sons inaudíveis dos nascimentos e o luto negro das derrocadas funestas das perdas e lamentos.Como tudo, ele representa uma dualidade,uma contraposição entre a ordem e o caos, entre a luz e as trevas.
É a representação visível do ciclo contínuo da vida
JATeixeira.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O Agrônomo Obstetra
Tivemos um prof. de biologia que era agrônomo,.Era um bom professor,competente e tinha um nível de aula bem assimilável e divertida.Temos boas recordações das suas aulas e com certeza,inequívoca, faz parte parte da nossa bagagem de aprendizado. Não tão somente nessa disciplina que eram as suas aulas, como também nos exemplos de experiências de sua vida.
Ele era aquele tipo amigo, bonachão e tinha a cara de um zíngaro magiar:Cabelos encaracolados,tez bruna, sorriso ébrio.sempre com um cigarro entre os dedos.Parecia sempre feliz ou estar absorto por outra realidade.
Numa determinada aula ele nos fala das células e suas proporções microscópicas e macroscópicas e citava alguns exemplos e aquele ocasião ele perguntou se alguém podia dizer qual era a maior célula vista a olho nu e um colega respondeu:Rami.,que é uma fibra natural,etc.etc.Na verdade ele queria que dissesse que era a gema do ovo.E ele se precipitou,como sempre. Ficou conhecido por Rami o resto do curso.
Não lembramos qual o seu time de futebol preferido,mas lembramos que se o time ganhasse ele dava nota pra todos e nos mandava pra casa,ou aumentava um ponto na nota,coisas desse tipo.Se pelo contrário o time perdesse,ele mandava fechar os livros e cadernos, isolava cada um em carteiras distantes e aplicava uma prova. pra ferrar a todos!...
Era um mitômano incorrigível e nos contou que uma certa ocasião, ele era responsável por um posto do ministério da agricultura ,no maranhão,e foi procurado por um cortador de coco-babaçú.
O Parto
O caboclo disse:”Doutor,o Senhor tem que me ajudar.A minha mulher vai ter filho e não consegue ter sozinho,o senhor tem que dar um jeito.Precisa fazer o parto.”
-“Mas,escuta aqui vivente! Eu não sou médico,não sei fazer parto.Procure um médico.”
“-Não adianta,doutor,o senhor é doutor e vai dar um jeito por bem ou por mal”Arrancando um facão de cortar coco ,encostou na cara dele e disse:” E é agora se levante e vamos.”
Bem,o que me restava fazer,diante de tanta força de persuasão e franqueza??Não tive outra escolha se não e fazer o tal parto.Sorte minha é que tinha feito três anos de medicina e de certa forma me habilitava pra fazer o tal parto.Afinal,ele na sua sabedoria cabocla,afirmava se o Sr. é um doutor não sabe fazer um parto como é que a parteira que nem estudou ,sabe?.Diante de tanta fé e convicção, não me restou alternativa. Fui lá e ajudei a criança a achar a porta de saída, só isso!”
JATeixeira
Ele era aquele tipo amigo, bonachão e tinha a cara de um zíngaro magiar:Cabelos encaracolados,tez bruna, sorriso ébrio.sempre com um cigarro entre os dedos.Parecia sempre feliz ou estar absorto por outra realidade.
Numa determinada aula ele nos fala das células e suas proporções microscópicas e macroscópicas e citava alguns exemplos e aquele ocasião ele perguntou se alguém podia dizer qual era a maior célula vista a olho nu e um colega respondeu:Rami.,que é uma fibra natural,etc.etc.Na verdade ele queria que dissesse que era a gema do ovo.E ele se precipitou,como sempre. Ficou conhecido por Rami o resto do curso.
Não lembramos qual o seu time de futebol preferido,mas lembramos que se o time ganhasse ele dava nota pra todos e nos mandava pra casa,ou aumentava um ponto na nota,coisas desse tipo.Se pelo contrário o time perdesse,ele mandava fechar os livros e cadernos, isolava cada um em carteiras distantes e aplicava uma prova. pra ferrar a todos!...
Era um mitômano incorrigível e nos contou que uma certa ocasião, ele era responsável por um posto do ministério da agricultura ,no maranhão,e foi procurado por um cortador de coco-babaçú.
O Parto
O caboclo disse:”Doutor,o Senhor tem que me ajudar.A minha mulher vai ter filho e não consegue ter sozinho,o senhor tem que dar um jeito.Precisa fazer o parto.”
-“Mas,escuta aqui vivente! Eu não sou médico,não sei fazer parto.Procure um médico.”
“-Não adianta,doutor,o senhor é doutor e vai dar um jeito por bem ou por mal”Arrancando um facão de cortar coco ,encostou na cara dele e disse:” E é agora se levante e vamos.”
Bem,o que me restava fazer,diante de tanta força de persuasão e franqueza??Não tive outra escolha se não e fazer o tal parto.Sorte minha é que tinha feito três anos de medicina e de certa forma me habilitava pra fazer o tal parto.Afinal,ele na sua sabedoria cabocla,afirmava se o Sr. é um doutor não sabe fazer um parto como é que a parteira que nem estudou ,sabe?.Diante de tanta fé e convicção, não me restou alternativa. Fui lá e ajudei a criança a achar a porta de saída, só isso!”
JATeixeira
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