sábado, 10 de março de 2012
D.Zefinha
A Anti-Cupido existe, ela morava em frente a casa que morávamos, onde tinha um “instituto de beleza” na linguagem da época.Hoje, temos coleções de nomes variados para designar a mesmíssima coisa
Como o tupiniquim gosta de neologismo. Aqui no meu lado tem um tal de “coiffeur” e na cidade pulula uma variedade de nomes para cabeleireiro:hair gold,hair design,beauty hair, entre outros tantos hair, num anglicanismo global,saliente e dominador.
E’ curioso, que embora seja uma região oriunda de colonização alemã e italiana não tem um único nome que traduza esse espírito germânico ou italiano, nessas línguas de origem,embora o modismo seja esse para padaria Herr Brot,ou restaurante Deutsch Ecke, ou casa do tricot como Stricken haus,etc E para as Pizzarias D.Peppone,Napolitana,etc.
Instituto de Beleza da D.Zefinha
Mas,voltando a dona Zefinha,ela morava em uma casa geminada onde tinha o seu “Salão de Beleza” feminino,porque naquela época os homens ainda não frequentava tais “Institutos” como hoje ,numa estranha obsessão tricotilomaníaca das sessões de depilação semelhantes aos famosos “castrati” ,só que não cantam com sua vozes de corvo,só grasnam.Mas existem os que gostam dessas aves “alanpoeanas”...
Le tre Grazie della Vedova
*Ciccia era la più grassota.Gnomina,avevva la faccia propia de un Gnomo.E Bella ,la più vecchia.
Ali na vizinhança tinha uma “vedova” com três filhas: “as três graças” Todas as cidades têm suas “Graças” e “Desgraças”também. Pois bem,duas delas:Ciccia e Bella, costumavam,alternadamente, usar a soleira da porta do Instituto da D.Zefinha com alcova de encontro noturno,onde namoravam nuns amassos avançados e a D.Zefinha ficava possessa com as atitudes libidinosas, para época,dessas jovens .E já que Vedova,mãe delas, nada fazia ,ela resolveu agir de outra maneira,pois viu que as suas admoestações não surtiram nenhum efeito .Uma ocasião eles estavam namorando ali e a ela voltava da “Novena” ,não disse nada, em absoluto,foi até gentil e cumprimentou com um sonoro boa noite, cheio de mal intenções .
Ela entrou ferveu um grande caldeirão de água e despejou por baixo da porta.Foi um susto e tanto.Demos uma boas risadas com o susto dos dois,além do berro de dor ,do calor da água quente.Pensávamos que eles não voltariam tão cedo a sentar-se ali e a dona Zefinha com aquele seu sorriso sardônico e maroto preparava um surpresa maior para essa próxima vez.
Eles ainda teimaram ,e ela elaborou com refinamento um processo para desestimular esses jovens namorados de usar a sua soleira de uma vez por todas....Nem vou dizer de que era o conteúdo dos dois baldes,ficam por conta da imaginação dos leitores.Mas,eles jamais voltaram a sentar-se ali ... e acho que a última vez devem ter sido necessário ficar de molho,por alguns dias para retirar o odor de metano e amônia ... Do caldo coprológico que poluiu todo o ar da vizinhança...
Como o tupiniquim gosta de neologismo. Aqui no meu lado tem um tal de “coiffeur” e na cidade pulula uma variedade de nomes para cabeleireiro:hair gold,hair design,beauty hair, entre outros tantos hair, num anglicanismo global,saliente e dominador.
E’ curioso, que embora seja uma região oriunda de colonização alemã e italiana não tem um único nome que traduza esse espírito germânico ou italiano, nessas línguas de origem,embora o modismo seja esse para padaria Herr Brot,ou restaurante Deutsch Ecke, ou casa do tricot como Stricken haus,etc E para as Pizzarias D.Peppone,Napolitana,etc.
Instituto de Beleza da D.Zefinha
Mas,voltando a dona Zefinha,ela morava em uma casa geminada onde tinha o seu “Salão de Beleza” feminino,porque naquela época os homens ainda não frequentava tais “Institutos” como hoje ,numa estranha obsessão tricotilomaníaca das sessões de depilação semelhantes aos famosos “castrati” ,só que não cantam com sua vozes de corvo,só grasnam.Mas existem os que gostam dessas aves “alanpoeanas”...
Le tre Grazie della Vedova
*Ciccia era la più grassota.Gnomina,avevva la faccia propia de un Gnomo.E Bella ,la più vecchia.
Ali na vizinhança tinha uma “vedova” com três filhas: “as três graças” Todas as cidades têm suas “Graças” e “Desgraças”também. Pois bem,duas delas:Ciccia e Bella, costumavam,alternadamente, usar a soleira da porta do Instituto da D.Zefinha com alcova de encontro noturno,onde namoravam nuns amassos avançados e a D.Zefinha ficava possessa com as atitudes libidinosas, para época,dessas jovens .E já que Vedova,mãe delas, nada fazia ,ela resolveu agir de outra maneira,pois viu que as suas admoestações não surtiram nenhum efeito .Uma ocasião eles estavam namorando ali e a ela voltava da “Novena” ,não disse nada, em absoluto,foi até gentil e cumprimentou com um sonoro boa noite, cheio de mal intenções .
Ela entrou ferveu um grande caldeirão de água e despejou por baixo da porta.Foi um susto e tanto.Demos uma boas risadas com o susto dos dois,além do berro de dor ,do calor da água quente.Pensávamos que eles não voltariam tão cedo a sentar-se ali e a dona Zefinha com aquele seu sorriso sardônico e maroto preparava um surpresa maior para essa próxima vez.
Eles ainda teimaram ,e ela elaborou com refinamento um processo para desestimular esses jovens namorados de usar a sua soleira de uma vez por todas....Nem vou dizer de que era o conteúdo dos dois baldes,ficam por conta da imaginação dos leitores.Mas,eles jamais voltaram a sentar-se ali ... e acho que a última vez devem ter sido necessário ficar de molho,por alguns dias para retirar o odor de metano e amônia ... Do caldo coprológico que poluiu todo o ar da vizinhança...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Infância III
...De fato essa história do “fogo-fátuo”,nunca foi esclarecida,mas por muito tempo,todos nós, evitamos brincar por ali e jamais,mas jamais mesmo ,voltamos a esfregar folhas verdes,giz ou carvão,deixando marcas em códigos para os “kids” do grupo ou até mesmo aquele displicentemente dedilhar nas suas paredes...Pelo sim e pelo não,como diz os castelhanos :” Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay ....”
Assim , parece que mesmo crescendo e nos recusando a crer nessas tolices, ou ao menos transparecer isto, ainda os víamos nos balanços das praças.São os fantasmas que imitam o vento, nos seus assobios e uivos nas madrugadas frias e essa emissão de sons, em frequência tão baixa que se tornam imperceptíveis aos ouvidos dos adultos, somente as crianças e os animais ainda os ouvem .É por isso, que muitas vezes vemos gatos e cães inquietos como se vissem ou ouvissem alguma coisa e os adultos os tranquilizam.”Ah!.fica quieto! Não é nada”.Mas eles sabem o que ouvem, vindo muitas vezes se enroscar nos nossos pés,assustados.Assim como nós fazíamos,quando criança,nos aconchegávamos mais nos braços protetores do pai.
Fantasmas... Uma vez que eles surgem, parece que não nos abandonam mais; eles estão sempre em alguma gaveta,armário ou compartimento pequeno,estreito apertado, do seu próprio tamanho esperando o momento certo para nos fazer companhia,de repente alguma coisa sem mais nem menos, ou sem nenhum vento, os sinos de bambus se agitam parecendo dizer:Ei ! lembre-se de mim,estou aqui!.Quantos fantasmas carregamos nós?Até parece publicidade de desodorante,sempre cabe mais um quando se usa...
Ah!São tantos, que nos acostumamos a eles, e mantemos muitas vezes colóquios amigáveis e as lembranças são despertadas à proporção que nossas conversas se prolongam.
Na nossa infância ,nos dias de lua cheia,o que o mestre Catulo dizia dela,não era exagero, era real.A lua era tão enorme,descomunal; só quem viu o luar do sertão, quando criança,pode ter idéia do que é isto.A cidade apagou o firmamento. Ou o levou para o planetarium:lugar insensível e de um cientificismo frio e cruel,pois não dá pra conversar com as estrelas ou fazer um pedido as “cadentes”,sem parecer louco.
Ali,ao lado da casa tinha um galpão,onde nos reuníamos e acendia-se uma pequena fogueira que crepitava galhos verdes ,soltando “estrelinhas”e com esse galhos “vivos” e fumegantes,nós fazíamos círculo no ar,tentando formar desenhos,nomes ,amores ou simplesmente ameaçar uns aos outros,provocando corridas e risos . Enquanto os mais velhos faziam pequenos trabalhos artesanais: tranças em couro,cabeçadas,arreios. Eles contavam histórias que nos enchiam de pavor,mas sempre pedíamos mais outra...Nunca esquecemos da história do homem da “calça de mescla azul”.Ele morava por ali, em alguma das muitas casas daquele rincão desolado e distante da cidade ,onde a luz artificial era um candeeiro de “pedras de acetileno” que acrescentava-se água ,formando um gás que dava uma luz azulada e com um cheiro, muito forte, de cebola podre.Eles usavam,também, essas “pedras da luz” para colocar juntos as bananas recém colhidas e acelerar sua maturação.
Nos dias de lua cheia, o homem da “calça de mescla azul” ia namorar do outro lado do rio.A sua namorada era pálida,cabelos longos ,pretos e ondulados que emitia reflexos aos primeiros raios do luar. Ela parecia temer a luz do dia ,só a víamos ao entardecer,nos derradeiros raios de sol que ela saía para recolher alguma erva pra chá.O único animal que ela tinha,era um cão preto de cabeça grande e arredondada ,com pequenas orelhas pontudas.Era um lugar funesto,desolador e que metia muito medo.Durante o dia passávamos por ali pra ir pra escola,mas sempre acelerávamos o passo,não tanto por medo do cão e sim e muito mais daquela “rapunzel”,que nos “espiava” pela fresta da cortina.Nós dizíamos, uns pros outros, que ela era uma das noivas daquele de nome “ impronunciável”;e qual João e Maria ,se ela nos pegasse, devoraria nosso fígado.
Os velhos sempre contavam as histórias dos “Papa-Figo”,que roubavam as crianças e lhes arrancavam o fígado e isso nos enchia de pavor.”-Cuidem:O borrascoso ta comendo a luna!”,diziam.
Antes da meia noite tínhamos que estar na cama; e mesmo com a cabeça coberta e ouvidos fechados, ainda ouvíamos estranhos ruídos e estalos que pareciam açoites no ar; eles diziam que eram as corujas”rasga-mortalha” procurando crianças despertas.
A Esquisita era de um “cor etérea e seu velho cão ,uivava uma canção funérea tão triste com a tristeza oceânica do mar”Pensávamos nesses versos e nos enchíamos mais de pavor.
O seu namorado ia uma vez por mês a sua casa,sempre no plenilúnio ,nós acreditávamos que ele tinha um pacto satânico ou um segredo guardado para ser o namorado da “esquisita”.A sua “calça de mescla azul” fazia um estranho ruído tsiiiiiii tsiiiiiiiiii tsiiiiiii tsiiiiiiiiii.,quando roçavam uma perna contra a outra, era um cicio curioso e assustador.Quando ele parava fazia-se um silêncio absoluto,sepulcral,temível.Quem será ou o que será que ele tinha pego pra levar pra sua amada.Ele sempre passava com um saco grosso de estopa nas costas,o que será que ele carregava? Ele sempre nos deixava assustados. Ainda hoje podemos ver aquelas enormes orelhas e nariz adunco,em meio aqueles dois olhos pequenos e faiscantes.Tínhamos medo de olhar para os seus olhos.Os velhos diziam que ele,como as cobras,hipnotizava as sua vítimas e as levava naquele saco.Eles diziam também que devíamos fechar os ouvidos pois ele murmurava encantamentos em uma lingua estranha e antiga,a lingua dos bruxos,que nos seduziríamos, como as sereias fazia para os nautas.Eles Assumiam várias formas e se soprasse nas nossas narinas um inebriante,podia dominar e escravizar até a terceira geração,eles diziam:-"Pelos nossos avós,pagamos nós!"
Acreditamos que os velhos contadores de “estórias”fazem muita falta,entre uma história e outra eles nos ensinavam a fazer tranças ou esculpir madeira ou qualquer um outro trabalho manual que praticavam ,além dos segredos embutidos nas entrelinhas desses contos.Eram semelhantes aos fabulistas .Crescemos com a imaginação fértil alicerçadas nessas histórias que sempre acabam bem ,pois eles tinham a chave com abriam e fechavam todas as portas que povoavam de seres corajosos ,que se invocados ,viriam em auxílio dos indefesos.Além de nos ensinar a pensar de como sair de situações embaraçosas.Acreditamos que os contos ultrapassam a racionalidade com os seus mitos e alegorias contribuindo para fortalecimento do caráter e sempre favorece escolha certa onde quem escolhe errado ou desobedece sempre se dar mal.
Assim , parece que mesmo crescendo e nos recusando a crer nessas tolices, ou ao menos transparecer isto, ainda os víamos nos balanços das praças.São os fantasmas que imitam o vento, nos seus assobios e uivos nas madrugadas frias e essa emissão de sons, em frequência tão baixa que se tornam imperceptíveis aos ouvidos dos adultos, somente as crianças e os animais ainda os ouvem .É por isso, que muitas vezes vemos gatos e cães inquietos como se vissem ou ouvissem alguma coisa e os adultos os tranquilizam.”Ah!.fica quieto! Não é nada”.Mas eles sabem o que ouvem, vindo muitas vezes se enroscar nos nossos pés,assustados.Assim como nós fazíamos,quando criança,nos aconchegávamos mais nos braços protetores do pai.
Fantasmas... Uma vez que eles surgem, parece que não nos abandonam mais; eles estão sempre em alguma gaveta,armário ou compartimento pequeno,estreito apertado, do seu próprio tamanho esperando o momento certo para nos fazer companhia,de repente alguma coisa sem mais nem menos, ou sem nenhum vento, os sinos de bambus se agitam parecendo dizer:Ei ! lembre-se de mim,estou aqui!.Quantos fantasmas carregamos nós?Até parece publicidade de desodorante,sempre cabe mais um quando se usa...
Ah!São tantos, que nos acostumamos a eles, e mantemos muitas vezes colóquios amigáveis e as lembranças são despertadas à proporção que nossas conversas se prolongam.
Na nossa infância ,nos dias de lua cheia,o que o mestre Catulo dizia dela,não era exagero, era real.A lua era tão enorme,descomunal; só quem viu o luar do sertão, quando criança,pode ter idéia do que é isto.A cidade apagou o firmamento. Ou o levou para o planetarium:lugar insensível e de um cientificismo frio e cruel,pois não dá pra conversar com as estrelas ou fazer um pedido as “cadentes”,sem parecer louco.
Ali,ao lado da casa tinha um galpão,onde nos reuníamos e acendia-se uma pequena fogueira que crepitava galhos verdes ,soltando “estrelinhas”e com esse galhos “vivos” e fumegantes,nós fazíamos círculo no ar,tentando formar desenhos,nomes ,amores ou simplesmente ameaçar uns aos outros,provocando corridas e risos . Enquanto os mais velhos faziam pequenos trabalhos artesanais: tranças em couro,cabeçadas,arreios. Eles contavam histórias que nos enchiam de pavor,mas sempre pedíamos mais outra...Nunca esquecemos da história do homem da “calça de mescla azul”.Ele morava por ali, em alguma das muitas casas daquele rincão desolado e distante da cidade ,onde a luz artificial era um candeeiro de “pedras de acetileno” que acrescentava-se água ,formando um gás que dava uma luz azulada e com um cheiro, muito forte, de cebola podre.Eles usavam,também, essas “pedras da luz” para colocar juntos as bananas recém colhidas e acelerar sua maturação.
Nos dias de lua cheia, o homem da “calça de mescla azul” ia namorar do outro lado do rio.A sua namorada era pálida,cabelos longos ,pretos e ondulados que emitia reflexos aos primeiros raios do luar. Ela parecia temer a luz do dia ,só a víamos ao entardecer,nos derradeiros raios de sol que ela saía para recolher alguma erva pra chá.O único animal que ela tinha,era um cão preto de cabeça grande e arredondada ,com pequenas orelhas pontudas.Era um lugar funesto,desolador e que metia muito medo.Durante o dia passávamos por ali pra ir pra escola,mas sempre acelerávamos o passo,não tanto por medo do cão e sim e muito mais daquela “rapunzel”,que nos “espiava” pela fresta da cortina.Nós dizíamos, uns pros outros, que ela era uma das noivas daquele de nome “ impronunciável”;e qual João e Maria ,se ela nos pegasse, devoraria nosso fígado.
Os velhos sempre contavam as histórias dos “Papa-Figo”,que roubavam as crianças e lhes arrancavam o fígado e isso nos enchia de pavor.”-Cuidem:O borrascoso ta comendo a luna!”,diziam.
Antes da meia noite tínhamos que estar na cama; e mesmo com a cabeça coberta e ouvidos fechados, ainda ouvíamos estranhos ruídos e estalos que pareciam açoites no ar; eles diziam que eram as corujas”rasga-mortalha” procurando crianças despertas.
A Esquisita era de um “cor etérea e seu velho cão ,uivava uma canção funérea tão triste com a tristeza oceânica do mar”Pensávamos nesses versos e nos enchíamos mais de pavor.
O seu namorado ia uma vez por mês a sua casa,sempre no plenilúnio ,nós acreditávamos que ele tinha um pacto satânico ou um segredo guardado para ser o namorado da “esquisita”.A sua “calça de mescla azul” fazia um estranho ruído tsiiiiiii tsiiiiiiiiii tsiiiiiii tsiiiiiiiiii.,quando roçavam uma perna contra a outra, era um cicio curioso e assustador.Quando ele parava fazia-se um silêncio absoluto,sepulcral,temível.Quem será ou o que será que ele tinha pego pra levar pra sua amada.Ele sempre passava com um saco grosso de estopa nas costas,o que será que ele carregava? Ele sempre nos deixava assustados. Ainda hoje podemos ver aquelas enormes orelhas e nariz adunco,em meio aqueles dois olhos pequenos e faiscantes.Tínhamos medo de olhar para os seus olhos.Os velhos diziam que ele,como as cobras,hipnotizava as sua vítimas e as levava naquele saco.Eles diziam também que devíamos fechar os ouvidos pois ele murmurava encantamentos em uma lingua estranha e antiga,a lingua dos bruxos,que nos seduziríamos, como as sereias fazia para os nautas.Eles Assumiam várias formas e se soprasse nas nossas narinas um inebriante,podia dominar e escravizar até a terceira geração,eles diziam:-"Pelos nossos avós,pagamos nós!"
Acreditamos que os velhos contadores de “estórias”fazem muita falta,entre uma história e outra eles nos ensinavam a fazer tranças ou esculpir madeira ou qualquer um outro trabalho manual que praticavam ,além dos segredos embutidos nas entrelinhas desses contos.Eram semelhantes aos fabulistas .Crescemos com a imaginação fértil alicerçadas nessas histórias que sempre acabam bem ,pois eles tinham a chave com abriam e fechavam todas as portas que povoavam de seres corajosos ,que se invocados ,viriam em auxílio dos indefesos.Além de nos ensinar a pensar de como sair de situações embaraçosas.Acreditamos que os contos ultrapassam a racionalidade com os seus mitos e alegorias contribuindo para fortalecimento do caráter e sempre favorece escolha certa onde quem escolhe errado ou desobedece sempre se dar mal.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Fantasmas da Infância II
Quando éramos crianças sempre tínhamos medo das casas funerárias e aquelas suas vitrines fúnebres,pareciam um convite de Caronte para cruzar o rio Hades.Acreditávamos que cada rua que andávamos, nossos olhos procuravam uma casa funerária e mudávamos de calçada e de itinerário, passávamos a andar por outra rua. “La paura” do cemitério,não era tanto do cemitério em si mesmo,das suas construções,seus jazigos, túmulos, da sua aridez.Era um medo daquele silêncio e da cumplicidade dos adultos sobre o assunto. E do que ele despertava em nosso íntimo:um pavor,que é maior do que o medo, é aquela paralisia que nos queda descontrolado ou estático .Sentimos aquele suor, que parece percorrer desde os pés, que suam frio, até os cabelo que eriçam,sem falar do sangue gelado que foge ,não sei pra onde,parece que se limita a manter só as funções vitais,antes do desmaio.Um sentimento desolador, mesmo estando numa multidão,nos invade,pois estando juntos de outros,esse sentimento de solidão se apossava igualmente da nossa respiração,pulsação e nos deixava com aquela sensação que alguém nos espreitava e soprava um hálito enxofrado nas nossas narinas.Não tão somente essas sensações ali nos terrificavam, mas também tínhamos as sensação de que os fantasmas do cemitério nos acompanhavam sempre:no adro das igrejas,nas praças desertas,fazendo com que o passo acelerasse ,o coração entrasse em arritmia e o fôlego nos faltasse.Quando estávamos quase cianóticos nos vêm uma necessidade imperiosa de correr,mas em que direção?Parece que qualquer direção que escolhêssemos seria a errada.
Ali, em um dos lados da praça, tinha também algo de assustador:a casa do Padre,com aqueles seus muros altos, pareciam para nós infantes” fortalezas inexpugnáveis e aquelas suas bouganvilias pálidas nos assustavam,pareciam ter a candura dos natimortos.Ali sempre tinha algum “pipistrello” saindo das aberturas do forro ,que emitia sons agudos e parecia nos seguir...
Naquela casa parecia habitar todas as almas conjuradas pelas suas rezas,novenas e orações que exorcizavam os seus mortos naquelas “ladainhas” sem músicas desses seus réquiens fúnebres,Sentíamos que ali pairava uma sensação de culpa, no ar morno que saia pelos respiradouros do porão.Sempre nos assustava aquela mulher de vestido azul, comprido e desalinhado .Ela tinha um grande cocq que prendia aqueles poucos cabelos acinzentados.O seu olhar escondia um profundo desgosto e parecia querer culpar todas as crianças por esse infortúnio,e qual seria esse?Ser a mulher do padre?ou era um desgosto maior ,que os adultos sussurravam sobre ela. Sobres os natimortos.Foram tantos assim,como as flores pálidas da sua varanda?Jamais saberemos
Para contribuir para esse terror infantil que “ancora stringe il core”, em uma determinada ocasião, eram 21:00 horas,hora fatídica em que o motor da prefeitura interrompia o fornecimento de eletricidade que iluminava, com aquelas pequeninas tochas(muito mal), a cidade,pois até esse horário ainda corríamos na praça, para em seguida ir pra casa.Aquela noite,não seria uma noite qualquer.Além de ser um escuro absoluto, um dos amigos do grupo, L.Valdevino,teve uma experiência trágica.Ele deslizava os dedos nos muros da casa do padre,quando de repente um “fogo-fátuo”.segundo ele eram várias esferas de fogos :demoníaco e assustador começa a persegui-lo. Ele corre e quanto mais corre, mais ele sente aquele hálito forte na sua nuca, aquela chama viva o segue, e quando ela está pra alcançá-lo, ele tropeça e cai ,mas sente que aquele fogo que o perseguia,passar ainda chamuscando os seus cabelos...”Eu ,hein,não passo mais ali...!”
Ali, em um dos lados da praça, tinha também algo de assustador:a casa do Padre,com aqueles seus muros altos, pareciam para nós infantes” fortalezas inexpugnáveis e aquelas suas bouganvilias pálidas nos assustavam,pareciam ter a candura dos natimortos.Ali sempre tinha algum “pipistrello” saindo das aberturas do forro ,que emitia sons agudos e parecia nos seguir...
Naquela casa parecia habitar todas as almas conjuradas pelas suas rezas,novenas e orações que exorcizavam os seus mortos naquelas “ladainhas” sem músicas desses seus réquiens fúnebres,Sentíamos que ali pairava uma sensação de culpa, no ar morno que saia pelos respiradouros do porão.Sempre nos assustava aquela mulher de vestido azul, comprido e desalinhado .Ela tinha um grande cocq que prendia aqueles poucos cabelos acinzentados.O seu olhar escondia um profundo desgosto e parecia querer culpar todas as crianças por esse infortúnio,e qual seria esse?Ser a mulher do padre?ou era um desgosto maior ,que os adultos sussurravam sobre ela. Sobres os natimortos.Foram tantos assim,como as flores pálidas da sua varanda?Jamais saberemos
Para contribuir para esse terror infantil que “ancora stringe il core”, em uma determinada ocasião, eram 21:00 horas,hora fatídica em que o motor da prefeitura interrompia o fornecimento de eletricidade que iluminava, com aquelas pequeninas tochas(muito mal), a cidade,pois até esse horário ainda corríamos na praça, para em seguida ir pra casa.Aquela noite,não seria uma noite qualquer.Além de ser um escuro absoluto, um dos amigos do grupo, L.Valdevino,teve uma experiência trágica.Ele deslizava os dedos nos muros da casa do padre,quando de repente um “fogo-fátuo”.segundo ele eram várias esferas de fogos :demoníaco e assustador começa a persegui-lo. Ele corre e quanto mais corre, mais ele sente aquele hálito forte na sua nuca, aquela chama viva o segue, e quando ela está pra alcançá-lo, ele tropeça e cai ,mas sente que aquele fogo que o perseguia,passar ainda chamuscando os seus cabelos...”Eu ,hein,não passo mais ali...!”
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Jeep 1954 e a síndrome de Parkinson
Depois da LAmbretta veio o passeio de Jeep 1954,capot alto
O senhor Petrolla tinha um Jeep 1954,não era a nossa paixão,pois tinha o capot alto,nós temos uma verdadeira paixão pelo Jeeps de 52 pra trás,aqueles de “capozinho” baixo.Ali na praça todas as noites o Sr. Marú,mecânico, parava o dele e ia “jogar conversa fora” e nós nos encantávamos ,pois ali tudo funcionava...o ruído era de um relógio suíço:suave e preciso,o freio de mão tinha aquela sonoridade dos pequenos entalhes que tinha na palanca.Ele puxava lentamente aquela alavanca e ela deslizava suavemente.Deixava frenado,descia e ia bater papo com os amigos.Tudo funcionava. Todos os mercadores(relógios)vacuômetro,amperimetro,voltimetro,etc.A maioria dos Jeep àquela época já não funcionavam o freio de mão e muitos diziam que nem precisava de freio de mão ,era só deixar engatado na caixa de câmbio.Ele não,era estremamente zeloso e tinha muito orgulho daquele seu Jeep e com razão.Achamos que ele cuidava mais do Jeep do que da mulher.Era uma relíquia de valor inestimável.
Bem, nós tínhamos um sonho shaspereano:Roubar o Jeep de “Seu Maru”, numa noite de verão, e ir dar umas voltas...mas isso não ia acontecer jamais ,tínhamos que nos contentar com essa realidade kafkiana de sofredor, pois de qualquer forma,pra aquela época era um dos desejos adolescentes,poder dar uma volta de carro,mesmo que às escondidas.Pegamos a chave do velho e sofrido 54 do Sr Petrola e fomos dar uns “piques” na cidade vizinha,em dia de Festa de Padroeira
Mas,fomos tão infelizes no nosso passeio por inúmeras razões:o carro não tinha freios,as rodas dianteiras estavam desalinhadas e tremia feito um paciente com síndrome de parkinson, sem sua medicação.Não tinha buzinha ou luzes.Afinal faltava quase tudo...Deixamos ele estacionado em uma praça da cidade e saímos a pé e nos sentamos em uma sorveteria para ver os “galetinhos”passar... Que passeio mais sem graça...Ah! Vamos embora,aqui não ta com nada!” resolvemos voltar pra casa e na saída da cidade tinha uma blitz.Éramos menores e nenhum de nós tinha habilitação. O policial fez sinal pra parar.Quem disse que o”parkinson” parou,até que tentei.Pisei no pedal do freio e ele desceu até o final,seco.Sem ter o que fazer,pensei vou acelerar e entrar na estrada de chão.Acelerei pra escapar e o seu remédio parou de fazer efeito e ele começou a tremer quase me tirava das mãos.Não deu tempo chegar no matadouro,onde bifurcava a estrada, e a policia continuava colada atrás...Ma não podia ultrapassar pois vinha carros em sentido contrário,quando chegamos na bifurcação, entramos para estrada de chão e eles nos ultrapassaram e já pararam na frente e fizeram sinal pra parar. Bem,freio não tinha,mesmo..Desliguei o motor e o deixei fazer vezes de freio.Daí,não tinha mais o que fazer,senão parar e ensaiar o que diríamos.
A policia: Desçam do carro .Documentos do veículo e habilitação;
-Não temos o documento do carro junto e a habilitação,não estamos com ela aqui.Pois é,disse ele vocês não pararam na blitz.E agora?Sem documentos do veículo sem habilitação,sem buzina só falta vocês me dizerem que el também está sem freios.
-Não,não,dissemos nós, o freio até que é o melhor ele tem.O problema é que ele não está dando partida.Pois é,sabes como é se a gente parasse ,não tinha como fazer ele funcionar novamente.Ele está todo “detonado”.Está sem o alternador para carregar a bateria e a bateria está “torrada”Só no empurrão.Então nós pensamos que era dia de festa e que nós estávamos atrapalhando o trânsito e o trabalho de vocês e resolvemos ir por essa estrada de chão pra não incomodar, ali na orientação da festa...Esse carro é do pai dele,apontamos pro Petrolla,e estava na oficina já a mais de três meses,resolvemos levar então para outra oficina ou pra casa ,já que o mecânico estava metido n’ “Un maledetto imbróglio” então resolvemos levar embora,mostramos as mãos todas engraxadas.E o pior é que agora vocês terão que dar uma pequena ajuda pra empurrar e não vamos mais incomodar,vamos por essas estrada de chão e a casa dele é bem ali na segunda curva...
Um deles,o mais gordo e preguiçosos, queria pelos menos uns trocos...Mas tudo que tínhamos gastamos no sorvete e na gasolina.Tiveram que se contentar com a esperança de nos encontrar uma próxima vez... Há Há HÁ Será que ainda estão esperando ???
http://tubaltrentino.blogspot.com/2011/09/lambretta.html
O senhor Petrolla tinha um Jeep 1954,não era a nossa paixão,pois tinha o capot alto,nós temos uma verdadeira paixão pelo Jeeps de 52 pra trás,aqueles de “capozinho” baixo.Ali na praça todas as noites o Sr. Marú,mecânico, parava o dele e ia “jogar conversa fora” e nós nos encantávamos ,pois ali tudo funcionava...o ruído era de um relógio suíço:suave e preciso,o freio de mão tinha aquela sonoridade dos pequenos entalhes que tinha na palanca.Ele puxava lentamente aquela alavanca e ela deslizava suavemente.Deixava frenado,descia e ia bater papo com os amigos.Tudo funcionava. Todos os mercadores(relógios)vacuômetro,amperimetro,voltimetro,etc.A maioria dos Jeep àquela época já não funcionavam o freio de mão e muitos diziam que nem precisava de freio de mão ,era só deixar engatado na caixa de câmbio.Ele não,era estremamente zeloso e tinha muito orgulho daquele seu Jeep e com razão.Achamos que ele cuidava mais do Jeep do que da mulher.Era uma relíquia de valor inestimável.
Bem, nós tínhamos um sonho shaspereano:Roubar o Jeep de “Seu Maru”, numa noite de verão, e ir dar umas voltas...mas isso não ia acontecer jamais ,tínhamos que nos contentar com essa realidade kafkiana de sofredor, pois de qualquer forma,pra aquela época era um dos desejos adolescentes,poder dar uma volta de carro,mesmo que às escondidas.Pegamos a chave do velho e sofrido 54 do Sr Petrola e fomos dar uns “piques” na cidade vizinha,em dia de Festa de Padroeira
Mas,fomos tão infelizes no nosso passeio por inúmeras razões:o carro não tinha freios,as rodas dianteiras estavam desalinhadas e tremia feito um paciente com síndrome de parkinson, sem sua medicação.Não tinha buzinha ou luzes.Afinal faltava quase tudo...Deixamos ele estacionado em uma praça da cidade e saímos a pé e nos sentamos em uma sorveteria para ver os “galetinhos”passar... Que passeio mais sem graça...Ah! Vamos embora,aqui não ta com nada!” resolvemos voltar pra casa e na saída da cidade tinha uma blitz.Éramos menores e nenhum de nós tinha habilitação. O policial fez sinal pra parar.Quem disse que o”parkinson” parou,até que tentei.Pisei no pedal do freio e ele desceu até o final,seco.Sem ter o que fazer,pensei vou acelerar e entrar na estrada de chão.Acelerei pra escapar e o seu remédio parou de fazer efeito e ele começou a tremer quase me tirava das mãos.Não deu tempo chegar no matadouro,onde bifurcava a estrada, e a policia continuava colada atrás...Ma não podia ultrapassar pois vinha carros em sentido contrário,quando chegamos na bifurcação, entramos para estrada de chão e eles nos ultrapassaram e já pararam na frente e fizeram sinal pra parar. Bem,freio não tinha,mesmo..Desliguei o motor e o deixei fazer vezes de freio.Daí,não tinha mais o que fazer,senão parar e ensaiar o que diríamos.
A policia: Desçam do carro .Documentos do veículo e habilitação;
-Não temos o documento do carro junto e a habilitação,não estamos com ela aqui.Pois é,disse ele vocês não pararam na blitz.E agora?Sem documentos do veículo sem habilitação,sem buzina só falta vocês me dizerem que el também está sem freios.
-Não,não,dissemos nós, o freio até que é o melhor ele tem.O problema é que ele não está dando partida.Pois é,sabes como é se a gente parasse ,não tinha como fazer ele funcionar novamente.Ele está todo “detonado”.Está sem o alternador para carregar a bateria e a bateria está “torrada”Só no empurrão.Então nós pensamos que era dia de festa e que nós estávamos atrapalhando o trânsito e o trabalho de vocês e resolvemos ir por essa estrada de chão pra não incomodar, ali na orientação da festa...Esse carro é do pai dele,apontamos pro Petrolla,e estava na oficina já a mais de três meses,resolvemos levar então para outra oficina ou pra casa ,já que o mecânico estava metido n’ “Un maledetto imbróglio” então resolvemos levar embora,mostramos as mãos todas engraxadas.E o pior é que agora vocês terão que dar uma pequena ajuda pra empurrar e não vamos mais incomodar,vamos por essas estrada de chão e a casa dele é bem ali na segunda curva...
Um deles,o mais gordo e preguiçosos, queria pelos menos uns trocos...Mas tudo que tínhamos gastamos no sorvete e na gasolina.Tiveram que se contentar com a esperança de nos encontrar uma próxima vez... Há Há HÁ Será que ainda estão esperando ???
http://tubaltrentino.blogspot.com/2011/09/lambretta.html
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
O DESAFIO
Livro a quantas mãos???
Tempos atrás recebemos um e-mail com desafio estimulante.
O desafio diz:
1. Pegue o livro mais próximo que encontrar
2. Abra-o na página 111.
3. Procure a terceira frase completa.
4. Transcreva a referida frase.
5. Não vale escolher a melhor frase, nem o melhor livro (use, obrigatoriamente ,o mais próximo).
6. Finalmente, passe o desafio a 9 pessoas.
O Livro mais próximo,a nós,nesse momento e ao alcance da mão, chama-se: "WAAAL" de Paulo Francis, da Editora CIA. das LETRAS(1996) e na pagina 111 lê-se sobre o futuro, na sua terceira frase,ele diz :
- "Se a miséria gera hoje esse massacre generalizado ,o que teremos dentro de meros dezesseis anos senão também uma progressão geométrica da violência”
Isso, o Paulo Francis escreveu em 1984 ,vaticinando(sobre o ano 2000) o futuro que fato explodiu em violência e insegurança.
Na realidade,no texto completo ,ele diz:”As hordas estão nos portões dos ricos,dos bem-de-vida,dos meramente confortáveis,ou até dos que meramente comem.E o crescimento populacional,a impossibilidade de capitalismo e (neo)sovietismo de atenderem esses povos,auguram um desfecho violento,uma série de desfecho.”
Um novo elemento complicador que talvez ele não tenha pensado ou lhe tenha ocorrido ou que não era representativo naquela ocasião,nos anos 80, é ameaça do Crescente(Islã)em franca expansão nos países ricos do norte.
Bem,mas voltando ao “boot”inicial, não sabemos em que vai dar tudo isso,mas certamente será uma experiência e tanto ,quando no decorrer de algum tempo novas palavras,novas frases,novas idéias forem sendo acrescentadas e crescendo e tendo vontade própria(?)virar um livro estranho ,com alinhavo e alinhamento de tantas coisas ditas, tantas frases elaboradas e quantas palavras de sentidos diversos,um estranho composé a quantas mãos: as vezes escancarado, as vezes obtuso ou ate’ incompreensivas ou de sentido hermético. Devera’ ter um resultado kafkiano onde a barata(?) prossegue sua jornada com uma maça renovada as suas costas ...
Portanto,a minha sugestão e’ ao invés de unicamente publicarmos nos nossos Blogs , passemos aos nossos amigos, via Email, e peçamos que nos devolvam,no final de 12 meses para vermos o que resultou ,que formato terá tomado.
JATeixeira
Tempos atrás recebemos um e-mail com desafio estimulante.
O desafio diz:
1. Pegue o livro mais próximo que encontrar
2. Abra-o na página 111.
3. Procure a terceira frase completa.
4. Transcreva a referida frase.
5. Não vale escolher a melhor frase, nem o melhor livro (use, obrigatoriamente ,o mais próximo).
6. Finalmente, passe o desafio a 9 pessoas.
O Livro mais próximo,a nós,nesse momento e ao alcance da mão, chama-se: "WAAAL" de Paulo Francis, da Editora CIA. das LETRAS(1996) e na pagina 111 lê-se sobre o futuro, na sua terceira frase,ele diz :
- "Se a miséria gera hoje esse massacre generalizado ,o que teremos dentro de meros dezesseis anos senão também uma progressão geométrica da violência”
Isso, o Paulo Francis escreveu em 1984 ,vaticinando(sobre o ano 2000) o futuro que fato explodiu em violência e insegurança.
Na realidade,no texto completo ,ele diz:”As hordas estão nos portões dos ricos,dos bem-de-vida,dos meramente confortáveis,ou até dos que meramente comem.E o crescimento populacional,a impossibilidade de capitalismo e (neo)sovietismo de atenderem esses povos,auguram um desfecho violento,uma série de desfecho.”
Um novo elemento complicador que talvez ele não tenha pensado ou lhe tenha ocorrido ou que não era representativo naquela ocasião,nos anos 80, é ameaça do Crescente(Islã)em franca expansão nos países ricos do norte.
Bem,mas voltando ao “boot”inicial, não sabemos em que vai dar tudo isso,mas certamente será uma experiência e tanto ,quando no decorrer de algum tempo novas palavras,novas frases,novas idéias forem sendo acrescentadas e crescendo e tendo vontade própria(?)virar um livro estranho ,com alinhavo e alinhamento de tantas coisas ditas, tantas frases elaboradas e quantas palavras de sentidos diversos,um estranho composé a quantas mãos: as vezes escancarado, as vezes obtuso ou ate’ incompreensivas ou de sentido hermético. Devera’ ter um resultado kafkiano onde a barata(?) prossegue sua jornada com uma maça renovada as suas costas ...
Portanto,a minha sugestão e’ ao invés de unicamente publicarmos nos nossos Blogs , passemos aos nossos amigos, via Email, e peçamos que nos devolvam,no final de 12 meses para vermos o que resultou ,que formato terá tomado.
JATeixeira
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
De Cristo e do Cristianismo
Na vida vemos, no reverso dos queixumes, das perdas e lamentos o que sobrevive :o amor como a suprema revelação e sublimação das verdadeiras energias encerradas nesse corpo efêmero :elo divino que nos liga, um aos outros, a partir do caldo primordial,fruto da mesma árvore da vida,independente das cadeias impostas pela civilização, nas suas cores e matizes, pela moral e costumes que também se esvaem dia após dia;das ideologias carregadas dos ranços e infestadas de parasitas que sugam os que neles acreditam;das religiões com dogmas mergulhados na consciências dos aflitos que em vão choram, antes de serem imoladas, por suas tolas e finitas crenças, que findam com eles.Restando a única e verdadeira virtude e sublimação da vida:o amor,a face do verdadeiro Deus.
Tivemos um colóquio com alguém que parece ter perdido a crença,a fé e procura arrastar de forma sistemática e inexorável tudo que fez parte da sua formação para o mesmo funil,onde filtra de forma impiedosa as base da civilização ,nos moldes como a conhecemos.Ele se referia ou duvidava da existência do Christós ,quando na realidade o que deve prevalecer além do culto da personalidade que não fenece,é o culto a idéia:o cristianismo que transcende, não unicamente o espaço tempo, mas muito mais o efeito de evolução, que alterou por completo a marcha da civilização até então .Embora os gregos tivessem tido expoentes em filosofia e razões de sobra para nos deixarmos influenciar pelas suas escolas, tantos anos já passados,ou os assírios,caldeus ou chineses,etc.etc.Todos eles andavam de braços dados com a supremacia da força ou por luzes equivocadas .Marco Aurélio filosofava a noite e durante o dia era um brutal e cruel com seus inimigos.
Portanto todos,indubitavelmente ,na busca pelo poder trucidavam,matavam,expropriavam, escravizavam.ELE sem ter nenhum desses interesses ou prerrogativas importantes, buscava inspiração em algo que transcendesse a noite dos tempo,fosse um fóton de luz perene, inextinguível,onde todos podemos buscar dessa luz,quando a nossa perde o brilho ou se se apaga.Ali poderemos nos avivar sempre,é um fogo sagrado que não apagará jamais. e está além das meras expectativas de glória que fenece quando fechamos os olhos ou na manhã seguinte,sob novo Sol(dominum) numa constantinização irrevogável da fé(?) ou das buscas que não existem lá fora,senão dentro de cada um.E quais os valores que podem desafiar a ferrugem do tempo?O que pode ou pôde transcender 3 mil anos de história e não ser preterido e manter a civilização em eterna busca,embasada nesse valor?Os seus seguidores,ainda passíveis de corrupção ou seduzidos pela pecúnia e poder, se deixaram enganar e enganaram.Corromperam roubaram,mataram em nome de uma fé que nunca tiveram,continuaram a defender os mesmos valores que foram combatidos por ELE. Mas,os alicerces,nos moldes que Ele defendeu, estão e estarão mantidos para sempre,pois não corrompe e é incorruptível,não morre nem mata,não escraviza nem é escravizado.O amor ,essência da doutrina do verdadeiro cristianismo ainda será compreendida e praticada por toda a civilização, é o único bem não volátil e mal compreendido por religiosos:sejam os adoradores da Lua ,que querem converter a todos com o seu credo e arrastar a civilização de volta ao barbarismo ou os adoradores do Sol,que em sua eterna luta,nessa dualidade histórica,corrompe o que toca num frenético apego a valores transitórios da matéria, tão falíveis quantos eles mesmos nessas suas crenças .
Portanto,quando comemoramos o nascimento do Cristo,comemoramos muito mais a renovação nesse valor de civilização baseado no Amor. Comemoramos muito mais o Cristianismo em si mesmo, do que o próprio Cristo,para não resvalar no culto da personalidade.
JATeixeira
Tivemos um colóquio com alguém que parece ter perdido a crença,a fé e procura arrastar de forma sistemática e inexorável tudo que fez parte da sua formação para o mesmo funil,onde filtra de forma impiedosa as base da civilização ,nos moldes como a conhecemos.Ele se referia ou duvidava da existência do Christós ,quando na realidade o que deve prevalecer além do culto da personalidade que não fenece,é o culto a idéia:o cristianismo que transcende, não unicamente o espaço tempo, mas muito mais o efeito de evolução, que alterou por completo a marcha da civilização até então .Embora os gregos tivessem tido expoentes em filosofia e razões de sobra para nos deixarmos influenciar pelas suas escolas, tantos anos já passados,ou os assírios,caldeus ou chineses,etc.etc.Todos eles andavam de braços dados com a supremacia da força ou por luzes equivocadas .Marco Aurélio filosofava a noite e durante o dia era um brutal e cruel com seus inimigos.
Portanto todos,indubitavelmente ,na busca pelo poder trucidavam,matavam,expropriavam, escravizavam.ELE sem ter nenhum desses interesses ou prerrogativas importantes, buscava inspiração em algo que transcendesse a noite dos tempo,fosse um fóton de luz perene, inextinguível,onde todos podemos buscar dessa luz,quando a nossa perde o brilho ou se se apaga.Ali poderemos nos avivar sempre,é um fogo sagrado que não apagará jamais. e está além das meras expectativas de glória que fenece quando fechamos os olhos ou na manhã seguinte,sob novo Sol(dominum) numa constantinização irrevogável da fé(?) ou das buscas que não existem lá fora,senão dentro de cada um.E quais os valores que podem desafiar a ferrugem do tempo?O que pode ou pôde transcender 3 mil anos de história e não ser preterido e manter a civilização em eterna busca,embasada nesse valor?Os seus seguidores,ainda passíveis de corrupção ou seduzidos pela pecúnia e poder, se deixaram enganar e enganaram.Corromperam roubaram,mataram em nome de uma fé que nunca tiveram,continuaram a defender os mesmos valores que foram combatidos por ELE. Mas,os alicerces,nos moldes que Ele defendeu, estão e estarão mantidos para sempre,pois não corrompe e é incorruptível,não morre nem mata,não escraviza nem é escravizado.O amor ,essência da doutrina do verdadeiro cristianismo ainda será compreendida e praticada por toda a civilização, é o único bem não volátil e mal compreendido por religiosos:sejam os adoradores da Lua ,que querem converter a todos com o seu credo e arrastar a civilização de volta ao barbarismo ou os adoradores do Sol,que em sua eterna luta,nessa dualidade histórica,corrompe o que toca num frenético apego a valores transitórios da matéria, tão falíveis quantos eles mesmos nessas suas crenças .
Portanto,quando comemoramos o nascimento do Cristo,comemoramos muito mais a renovação nesse valor de civilização baseado no Amor. Comemoramos muito mais o Cristianismo em si mesmo, do que o próprio Cristo,para não resvalar no culto da personalidade.
JATeixeira
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Blumenau Stadt
Blumenau in Loco
"Projeto Blumenau In Loco", em fase de captação de recursos, visa através de um Documentário.
Uma Exposição Itinerante e um Portal Virtual, promover amplo acesso público a história dos últimos 20 anos da cidade de Blumenau.
veja aqui:
http://www.holidaycheck.nl/city-vakantiefotos_Blumenau-ch_ub-oid_23479.html?action=detail&detailPage=4#detailView
"Projeto Blumenau In Loco", em fase de captação de recursos, visa através de um Documentário.
Uma Exposição Itinerante e um Portal Virtual, promover amplo acesso público a história dos últimos 20 anos da cidade de Blumenau.
veja aqui:
http://www.holidaycheck.nl/city-vakantiefotos_Blumenau-ch_ub-oid_23479.html?action=detail&detailPage=4#detailView
Assinar:
Postagens (Atom)






















Timbo

