quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Garota Surda e o Violino



É preciso olhar para dentro de si mesmo ,para compreender o universo,pois “o que está dentro é o que está fora” ,diz Hermes Trismegistus .
Portanto se pudermos compreender o explorar o que está dentro de nós, certamente será mais compreensível as nossos próprios sentidos,  que está fora.


Um comercial de shampoo   tailandês mostra de forma comovente uma menina surda e sua busca no aprendizado do violino.Apesar de todo contratempo.desestímulo,humilhação ,ela não desiste e auxiliada por um mendigo que toca violino nas ruas,também surdo, que lhe ensina com procurar o caminho que não está fora,senão dentro de nós mesmos e ela se apresenta Canon em Ré Maior” de Johann Pachelbel, em um concurso e acaba sendo aplaudida de pé pela platéia e pelo o júri,  em uma apresentação brilhante de violino,em uma mensagem belíssima de fé,coragem  e determinação.

JATeixeira

Harmonia e Emoção Musical





Para suscitar tensão,alivio ,alegria ou tristeza um acorde de três notas basta.
Por que somos tão sensíveis a harmonia musical? A analise de diferentes  fatores de emoção identificados dentro de um acorde sugere uma explicação...biológica
É interessante para mostrar a universalidade da emoção musical, apesar das diferenças culturais,assim  o resultado produzido pela passagem de 2 notas(gregorianas)para 3 da (renascença)e o papel dos harmônicos dissonantes,onde a explicação etológica(compotamental)  parece um pouco  questionável ou duvidosa. Por que certos acordes apresentam uma ressonância estável-resoluta- e eles procuram um sentimento de completude musical -um fim- enquanto que outros nos deixam em suspenso,a espera de uma resolução através de um acorde estável?
No entanto,uma tríade não se resume a sua dissonância ou a sua consonância;certos acordes consoantes não são menos percebidos como não são resolvidos.É por isso nós desenvolvemos um modelo acústico da percepção da harmonia em termos de posição relativo as três notas.Em particular,nós identificamos duas qualidades -que nomeamos de tensão e valência-que juntas,explica a percepção da "estabilidade" e em que os acordes maiores diferem dos acordes menores  sobre o plano acústico.A partir deste modelo, nós emitiremos as hipóteses sobre as razões para suas diferentes conotações emocionais Os pequenos intervalos(aproximadamente um meio-ton)são os mais dissonantes,enquanto que os pequenos intervalos(1/10 de semi-ton)ou os intervalos maiores(superiores três semi-tons)são mais consoantes ( estáveis)
 Os acordes maiores e menores são geralmente descritos como estável, firme e resolutos;os outros acordes de três notas, mesmo aqueles que não contêm um intervalo de um ou dois semitons (intervalos que fornecem a maior dissonância) são entendidos como tensão não resolutas ou tensa.Um estudo publicado em 1986 por Linda Roberts, do  Laboratorio BELL, mostrou que essas percepções podem ser encontradas tanto entre os músicos ,como entre os  não-músicos. 
Em 1957, o psicólogo americano Leonard Meyer sugeriu que a tensão emerge de certos acordes quando os dois intervalos são iguais: quando um acorde ou a uma curta  melodia de  três notas contém  os intervalos do mesmo tamanho (em semitons) o acento tonal torna-se ambíguo e a música assume um caráter não resoluto . Em outras termos, o ouvinte percebe uma tensão porque as notas estão uniformemente espaçados, a tonalidade  da montagem não é clara.
Assim, a "instabilidade" harmônica total das tríades é uma consequência de dois fatores acústicos independentes:a dissonância do intervalo e da tensão da tríade.
Ora, a partir de uma tríade onde os dois intervalos são iguais (tríade, que vimos, cria uma tensão), existem apenas duas formas de reduzir a tensão: ou se faz o intervalo  inferior maior do que o intervalo superior , caso em que os acordes resulta em uma tríade maior,que se torna menor,isto corresponde a um acorde menor
  Assim, não somente  a tensão, mas a direção do movimento, que reduz esta tensão,interfere na nossa percepção de harmonia.
Agora que temos um modelo de como um ouvinte identifica o modo maior ou menor de um acorde, podemos dar mais um passo e especular sobre as razões para a acústica valência também contém uma valência emocional. Propomos que o simbolismo emocional dos acordes maiores e menores tem uma base biológica. Em todo o reino animal, vocalizações descendentes são utilizados  ​​para indicar a força social, a agressividade ou domínio. Da mesma forma, as vocalizações ascendentes  denotam fragilidade social, a derrota ou  a submissão.
Um código de frequência similar, embora atenuada existe nas entonações da palavra  humana: a inflexão crescente denota, em geral, a interrogação, a polidez ou a deferência, enquanto uma inflexão descendente assinala as ordens as afirmações  ou o domínio.

Norman D. Cook et Takefumi Hayashi

Norman D. Cook pesquisador e psicologia cognitiva e  professor d e informática na Universidade  Kansai d'Osaka,- Japão.

Traduzido do francês(JATeixeira) daqui:http://jeanzin.fr/

terça-feira, 23 de julho de 2013

Com delicadeza





Pode chegar com delicadeza,
Pode invadir mais este sonho.
Faça-me sentir saudades,
mas não sofra tanto com elas.
Acredite nas verdades que digo
e também nas mentiras, (elas serão raras)
Respeite meu choro,
esteja comigo quando eu chorar...
e não me deixe mais sozinha
quando eu precisar sonhar.
Volte sempre,
sempre que eu chamar
Seja mais forte do que eu
e não seja escravo da vida,
do trabalho,
nem escravo meu...
Escolha um papel para você na minha vida
invente muitas histórias,
mas não me conte seus segredos...
Não fume, não beba, não chore,
e um dia,
um dia qualquer,
rapte-me
e tente me amar!
Claude Bloc Boris

Musica de Ontem e de Sempre




Estávamos assistindo  Catalin Rotaru, junto a um quarteto de cordas composta por três  violinos e um violoncello e ele no baixo-solo interpreta magistralmente La Sonnambula, obra de Vincenzo Bellini 1831, que ainda desperta febrilmente admiradores, diante de uma verdadeiramente belíssima apresentação.

 

 Enquanto ouvíamos, pensávamos assim: hoje o  que vemos ou ouvimos,salvo honrosas e duráveis exceções, é a degradação da música e da harmonia musical universal em batuques, sons onde o compasso é uma repetição ensurdecedora, dos primórdios do universo onde ainda desconheciam as notas  musicais,a musicalidade da harmonia e dos sons da música. Hoje, o que vemos e ouvimos é   o lixo cotidiano que a mídia nos empurra “goela abaixo”,emburrecendo a população de uma maneira instrumentada por aqueles que  querem que a massa emperre a roda da evolução e assim esses que ditam essas metas glamourizadas, por uma mídia patética,procuram manter a todos,tanto produção com a audição em um patamar inferior,e essa mediocridade é a escolhida,é a premiada.E' ela  que somos obrigados a ouvir na grande mídia.Felizmente nós podemos escolher:desligar essa catastófica produção ou ouvirmos obras antigas,que estão sendo re-apresentadas,re-estilizadas.Ainda bem,que ainda resta um pouco de bom senso contrariando nesses pesquisadores musicais com boa formação e erudição,para nos permitir ouvir a apreciar uma boa música.

JATeixeira

Diálogo das impossibilidades







Se alguém for idêntico a si mesmo,não será uno consigo mesmo e assim pois,sendo único, não será uno . Mas,certamente isso é impossível.Então é também impossível para alguém ou ser diferente de outro ou ser idêntico a si mesmo. (Platão, Parmenide 139e1-4)