quinta-feira, 25 de junho de 2015

Casa na àrvore




Será que é um  eterno espírito de aventura ou a síndrome do Peter-Pan que se recusa a aceitar um mundo e seu “modus vivendi? Vemos hoje ícones e bandeiras desfraldadas com as tintas vermelhas do ódio que nos incita uns com os outros, numa eterna litigância:pequenos contra grandes ,azuis contra vermelhos cujos laços presos as camisas, por contas das festa primaveris,são inocentemente  arrancados por uns ou por outros, em cujos o ódio peçonhento se acirra a proporção que se alicia novos adeptos em todas as camadas e níveis ,opacificando a  visão,tolhendo a  razão ,encolhendo o próprio Ser:na maneira de viver e participar.E é preciso não esquecer a máxima latina que diz: Inter duos litigantes, tertius gaudet”Entre dois que brigam um terceiro se rejubila.Qual é o terceiro que se rejubila ? O que fazer ? Buscar uma esfera  nessa síndrome de romantismo ou reagir a barbárie vermelha que quer se instalar ?Ou o quê ?? ?
JATeixeira




a secret treehouse, hiding in the woods of Whistler

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Reinos



O relacionamento humano à humano ou humano para com os demais membros dos outros reinos sempre  é feita com base em conceitos, rótulos,  parâmetros que muitas vezes,presunçosamente,estabelecemos esquecendo que cada um,em si mesmo, é único e nada ou ninguém pode comparar-se ou ser objeto de comparação,sem fugir da verdade primeva. As comparações às vezes são tão esdrúxulas que beira o ridículo, para não dizer a insanidade; A força, o poder,o domínio, entre si mesmos, nos outros “reinos “se estabelece por si só ,sem bajulação,sem sofismas:As grandes árvores abafam as pequenas sem questionamentos, reverências ou perseguições.Mas cá em baixo, do alto dessas copas, as outras espécies se diferenciam em milhares de outras atitudes,que não seja o de arranhar o céu, em um Zigurati arbóreo


Quem nomeou Quem ou Qual para ser rei e superior, aos demais?Ou, ainda, por que questionar tal fato   ou submeter-se a tal imposição?
Quais membros dos outros ”reinos” prestam tal reverência ou exigem submissão um dos outros?Se essa existe e existe ,ocorre por conta de um equilíbrio e subsistência,necessários.
E quanto à perfeição? Somos perfeitos ou imperfeitos?O Criador teria feito uma criatura imperfeita?Que critério se usa para definir ou avaliar?
Acreditamos que todos nós somos perfeitos.Obra de um Criador que forjou criaturas perfeitas  para tal  estágio evolutivo ou,pelo menos,parte de processo contínuo de uma evolução diferenciada,mas adaptável a tal estágio em que vive.

A tal validação ou aceitação tácita dessa diferenciação de entes iguais, mas  aceitos como “superior ” implica em uma submissão voluntária,por desconhecer a si mesmo(Nosce te ipsum),   Nenhuma criatura dos outros “reinos” são submissas,elas são perfeitas para o propósito e estágio evolutivo que vivem ,são diferenciadas e perfeitas e se aceitam como tal,cada uma dentro do seu próprio espaço.A grama forma um, tapete que pode recobrir e impedir a germinação das sementes que lhe esconde o sol.Mas a sombra formada pela “Majestade Frondosa”não a persegue ou propositadamente lhe tira a luz.Existe um grau de tolerância  numérica nesse convivência.Fecunda-se sempre menos  sementes da frondosa sequóia do que das gramíneas. Tal parâmetro ocorre para os outros reinos estabelecidos por uma processo de adaptação ao longo da vida no planeta.



O grande problema não está na elite em si mesma.Essa sempre irá existir em qualquer “reino”, pois elite é aquele que se diferencia  mais do que os outros indivíduos do seu próprio “reino”,com os  humanos não é diferente; os sábios são muitos mais silentes do que aqueles que  vociferam e pregam o ódio e a carnificina .O grande e crucial problema está na maneira como isto afeta os demais e como esses vêem tais diferenças, onde não se incluem.Alguns desses, nem notam as diferenças mas, são motivados por aqueles que notam tal discrepância , e os estimulam  no lado mais sombrio e não por admiração ou por querer ajudá-los mas apenas para mostrar as suas chagas e infinita pequenez,São aqueles que brigam para que mantenham a porta aberta,mas após cruzá-la é o primeiro a mantê-la  fechada ;esse agem muito mais um espírito de revolta por perceber  que não está inserido naquele contexto,  que pensa ser merecedor, e procura fomentar ,criar diásporas entre os mais humildes.Esses não procuram alavancar a si mesmo para mudar de degrau e sim serrar a escada daqueles que vêem como mais altos,procura  nivelar os demais por si mesmo.
Há quem diga que os degraus da ascensão existem não necessariamente para mostrar que um está mais alto do que o outro em cada degrau, e sim, se trata de uma preparação que nos   amadurece para o degrau seguinte e assim mesmo,embora possa parecer que estacionamos,nunca demoramos mais do que o necessário para mudar de degrau.


Mas,muitos desses intrigantes, procuram em oposto ao  esforço e determinação de ascensão minar o modelo  estabelecido,não por vontade dos diferenciados e sim por milhares de anos de evolução, e esses do lado sombrio e paralelo que nos seguem, assim o fazem por despeito,por não poder chegar ali. Não reverencia aos que estudaram,se esforçaram e evoluíram.Assim o fazem pelo fato de não ter procedido assim e não ter conseguido tal ascensão e mesmo assim, não está satisfeito com a condição que vive e se não pode subir ,quer puxar os outros para baixo,para o seu próprio degrau.E,por outro lado não se aceita, como sem as condições fornecidas pela própria matriz primordial , para tanto. E sente-se inferior e são ruidosos como uma caixa vazia,pois a proporção que a caixa se torna plena ,menos barulho ela emite.

Ora ,mesmos entre esses é preciso que se dêem conta que mesmo que se sinta pequeno e inferior é um vencedor, pois quantos milhões de células primárias foram descartadas e só uma única fecunda?Muitas vezes, não são esses os verdadeiros fomentadores da disputa.Aqules que se pode chamar de “despertos”são muitos mais ardilosos e escondem suas reais pretensões, em usar a esses como aríetes das sua vis pretensões, em investidas que parecem querer glorificar os deserdados,mas de fato estão  interessados no espólio da viúva e não defendê-la;mas  faz pensar a esses menos favorecidos, que se ofuscam com  brilho da purpurina ou da pirita, e que se vêem abandonados e passam a perseguir as miragens como reais,a atacar os moinhos  ,onde vêem dragões e não os responsáveis pelas mós que moem o trigo que os alimenta .E por trás da queda de cada moinho,explode a alegria do algoz. E as bestas usadas nessas manobras,não se sentem marionetes eternamente usadas.Quem sabe acordem quando não tiverem mais trigo para o seu próprio pão.

JATeixeira

quinta-feira, 18 de junho de 2015

TALIJANSKA-Tempo dos Ciganos



Time of the Gypsies-O Tempo dos Ciganos"


TALIJANSKA Goran Bregovic & Athens Symphony Orchestra -





Filme que exibe uma visão romântica dos ciganos da antiga Jugoslávia .Emir Kusturica  que dirige o filme consegue realizar a façanha de fundir na mesma película a comédia a  tragédia, a realidade e a exótica e misteriosa fantasia dos sonhos ciganos, que povoa a nossa imaginação.Uma  marca indelével do filme é a música , que com os olhos cerrados podemos imaginar as fogueiras  e danças na volta dessas impulsionada por guitarras,violinos e acordeons numa verdadeiro ode a vida inebriada e sem regras, indo de acampamento em acampamento,de terra em terra: livre e sem regras  a não ser a de seu próprio povo .A música de Goran Bregovic:

Como protagonista principal encontramos Perhan , que vive num "ghetto" cigano com a avó, o tio, e a irmã deficiente . Perhan está apaixonado por Azra,sua vizinha que representa  a sua única alegria. Mas a mãe dela recusa o seu pedido de casamento . O filme   foi premiado pelo festival de Canes nos final dos anos 80,ano de lançamento é 1989 

A Criança e o Aprendizado



A Criança e o Aprendizado

“Se tivessem os legisladores promulgado tantas leis para recompensar as boas ações quantas promulgaram para castigar, o número de virtuosos teria aumentado mais pela atração da recompensa do que o número dos perversos tem diminuído pelo medo do castigo“. (Luis XVI, Rei da França, 1754 – 1793).


Fazer a “Dança da Bundinha” ou  “Funk  da Peladinha,”pode!Ajudar a mãe ou varrer a casa não pode !

Uma criança que trabalha ,ajudando em casa nos serviços domésticos ou aos pais na lide profissional ou ainda  contribuindo para  a renda familiar, coloca esses adultos,pais ou empregadores, como marginais e fora-da-lei. A lei nega a criança e aos seus mentores tal aprendizado  na idade mais hábil e preponderante de sua vida .Pois quanto mais tenra  a idade, o aprendizado é melhor absorvido .Experimentem, depois de adulto, a aprender a esquiar no gelo ou então manter o equilíbrio em cima de uma bicicleta,torna-se difícil,mas para os que empreendem tal esforço precocemente, se tornam exímios em tais práticas.Porém a lei não permite. Ou será que existe algum artifício ardiloso por trás de tais exigências que não nos é conhecido? Ah! Talvez até digam que tem pais e empregadores que explora e aplicam  excessos em cima desses.Pode até ser que existam e certamente existirão pessoas assim,mas, o pior e mais cruel é que pelos maus pagamos todos.Passam a fazer a lei baseada na exceção,na minoria para que a maioria cumpra indistintamente.

A lei  nivela todos por um prisma ruim,não podendo combater o mau pai,o mal empregador,etc. aplica a mesma penalidade  para todos.Quer seja sobre os danosos e exploradores quanto sobre os probos e bem intencionados, que usam de tais expedientes unicamente para formar e não deformar a personalidade dos seus pupilos,em cujos são aplicados tais propósitos de fazê-los compreender,aprender e praticar.É uma doutrina que tem dado certo desde do alvorecer da humanidade.E já que a lei já  não coíbe o verdadeiro crime ou a prática criminosa,exibe a sua pesada mão sob os mais humildes , ao tirar a arma das mãos daqueles que não resistem em entregá-la, pois são fiéis cumpridores dessas,mas por outro lado temem aqueles que estão armados nas favelas,nos grupos criminosos que cada vez mais se organizam e as desafiam, e os seus “zelosos” aplicadores temem por suas vidas e não buscam nem frequentam os locais onde elas estão, se contenta em afrontar as pessoas idôneas e submissas a lei e a ordem.
Lembramos de certos vigilantes das casas bancárias que olham e atendem aos clientes com a cara fechada e intimidatória  como se olhassem para bandidos,mas diante dos verdadeiros criminosos, diante dos assaltos se borram...

Os maus,cuja a lei quer combater,sempre existirão a sombra desta e praticarão os seus desmandos  os seus dolos e os guardas  da lei os conhece e os temem:sabe quem são e o que fazem e como fazem.Por isso procura ignorá-los e  se restringem a aplicar as penalidades nos  bons,punido os dóceis e pacatos cumpridores da lei.


Outra coisa é a distinção que se faz entre as atividades de trabalho,ajudar aos pais ou trabalhar em atividades que usam somente os músculos  é trabalho escravo.Mas se for um atividade intelectual ou artística se permite.Enquanto o primeiro cansa simplesmente os músculos,o segundo provoca cansaço mental podendo levar a depressão e quem sabe a busca de necessária ajuda especializada(psiquiatra) para trazer  de volta a sanidade.Mas e a infância roubada?Nas muitas horas presas em decorar textos ou em pousar para artistas ou em danças promíscuas e insinuatórias  ???Aí pode? E Por que pode?
Sem querer citar nome para não celebrizar ainda mais a essas figuras patéticas que exibem suas orgias travestidas de crianças  em apelos doentios, para quem formula e para quem assiste,vê-se claramente a separação entre o joio e o trigo.Enquanto o pai ou mentor organiza os feixes de trigo,retirando as pragas e os protegendo quando devem e os levando ao sol quando se faz preciso, para se tornarem sadios e vigorosos são punidos,apreendidos ,proibidos.Enquanto o Joio se exibe prosaicamente para aplausos de uns e glória de outros que vedem seus corpos, maculam suas almas e adoecem seus espíritos sem que nada lhes aconteçam.

JATeixeira

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É Fado pois,pois.





Cristina Branco

Fadista inspirada e que nos inspira... fazendo com que brote do fundo da alma a melancolia nostálgica,quase que   uma tristeza inquebrantável e que sede a esse canto e encanto  de sereia, que evoca do  passado distante, como Pessoa “ò mar  salgado,quanto do teu sal,são lágrimas de Portugal.” E quantas lágrimas rolam nas faces dos que se deleitam com essa fadista...como nas palavras que nos afetam,nos beijam e nos deixam...

JATeixeira


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Fiorin Fiorello





Esse gauderio era o maior contador de causos e trovas que o grande Rio Grande já viu. Vivia no mais alto e inexpugnável cerro do sul ,na localidade de CERRO ALTO.



Durante a revolução farroupilha as vezes ele era Branco, em outras era Colorado,mas não era infiel a nenhum deles.Podemos perguntar então:Afinal de que lado ele estava?.Do seu é claro..Ganhou do Gal.Canabarro um lenço vermelho e colocou em volta do pescoço,mas em casa,retirou e o deixou dependurado na parede.Um dia o Gal. Canabarro lhe perguntou porque ele na o tinha no pescoço e sim na parede de sua tapera?E ele já tinha a resposta pronta:Ali onde está, o vejo melhor.Ele me lembra de que lado eu estou.E balbuciou de per si:do meu!
Mas,o Gal perguntou e porque está todo sujo nas pontas? Bah,Gal ! eu o beijo todos os dias em respeito aos meus quatro costados ,herança dos que forjaram esse Grande Rio Grande..

O Gal Borges de Medeiros o encontrou,certa vez, no meio da Lagoa dos Lamentos.O que estás fazendo aí,xirú velho? Então ele disse:Pois olha General,eu que estava tentando salvar uma alma penada e fiquei atolado aqui,mas a verdade é que ele passou a pernas em uns castelhanos,e esses o perseguiram  até ali,vendo as tropas brasileiras voltaram mais que depressa pra o Uruguai.O Gal. Mandou que o tirassem de lá e  o presenteou com um lenço branco, que ele de pronto colocou brioso e cheio de orgulho em volta do pescoço cobrindo tantas cicatrizes,mas ao chegar em casa ele pegou os dois lenços:o Branco e o Colorado, cortou em tentos e fez uma longa trança,atou na cabeça  ,para mostrar a gauderiada que todos eram filhos da mesma lonca,portanto  não havia peleja mais sagrada que essa:defender o Grande Rio Grande .

E voltando aos castijas, esses o perseguiram por causa de um cusco brasino que ele tinha vendido lá  na ciudad de Treinta Y Tres e foi um grande alvoroço, só  o perseguiram até ele cair na lagoa dos lamentos Aconteceu mais ou menos assim:Em uma dessas suas andanças pela bandas do Uruguay  ele foi seguido de perto por um cusco brasino que  resolveu levar ,e colocou o guaipeca  em cima do carroção e se foi Uruguai a dentro.


Chegando  na cidade de Treinta y Tres ele parou num restaurante quis entrar com o cusco e eles diseram que “perros” não podiam entrar então ele pediu el mejor e  prato la parrillada e uma cerveja preta e todos se “quedaram” atônitos,”pués” la “parrillada” era um prato muito caro para ser dado para um “perro” feio  e orelhudo como aquele.Então, ele disse vosotros non hacen ninguna idéia del valor deste “perrito”Ele é o maior caçador que existe no sul do Brasil e ainda desafio se acá  tenga un  mejor o igual.Entoces los castijas pregutaram se vendia.No,no lo vendo pués estoy a trabajar.Estou ensinando a  arte da caça.Ele já andou me ajudando na lagoa do Taim na caçada de marrecão ,mas esse perro está destinado a um fim glorioso ,ele é  filho do cão mais  hábil na caça de lebrão , cervo e javali que se tem conhecimento na história do Rio Grande.E ademais se eu o vendesse e vocês o levassem para caçar e ele refugasse,iam achar que estou mentido,quando na verdade o treinamento ainda não está completo.

Os castijas se reuniram e resolveram fazer uma oferta,lhe ofereceram 10 mil pesetas .Ele disse quero 15 mil e é muito barato,mas ainda tem um porém nessa história, se vocês forem caçar eu preciso ir junto para dar as instruções,pois se ele for sem a minha presença, ele não vai caçar nada e, vocês vão pensar que eu os enganei e não adianta vir reclamar.


Dito e feito.os castelhanos levaram o gaipeca para caçada e ao invés de ele ir a atrás dos javalis ele se escondeu atrás do carroção.Eles ficaram muito aborrecidos por terem sido logrados e foram atrás do Fiorim e em lá chegando, ele vendo os castijas ,já gritou:nem precisam me dizer, vocês foram caçar e não vieram me buscar,como lhes disse ,e o brasino em vez de ir atrás da caça ,fugiu dela,não foi?Eu avisei.
Quando Fiorim viram que os castijas não estavam pra brincadeira e queriam o seu pelo fugiu e acabou caindo dentro da lagoa.


Continua.... A caçada na África




JATeixeira

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Equilíbrio dos Opostos




Cada ser, deve ser  compreendido, aceito e consumido como é, embora suas diferenças e particularidades possam ser conflitantes com as condutas e opiniões dos seus interlocutores , pois a harmonia reside exatamente no equilíbrio entre essas diferenças e afinal o que se colhe é o que se planta.Além do mais, a ausência de diferenças resultaria em uma monótona paisagem insípida,como se eternamente olhássemos unicamente a nossa própria imagem ou ouvíssemos o eco da nossa própria voz ou então se tivéssemos um único tipo de flor, animal , topografia,afinal a mesmice.É esse dualismo que permite apreciar e escolher.Pois cada um de nós,independente do que sejamos, é possuidor de uma identidade própria e é isso que nos aproxima por similaridades ou nos distanciam,um do outro, quando os confrontos e contrastes são demasiados.A autenticidade e posições  estáveis nem sempre visíveis,mas com certeza existentes, podem dar o tom que nos une na mesma sinfonia ou em sons que destoam e se afastam como um mero  e incômodo ruído manifesto. E até mesmo um clone jamais se iguala ao seu doador ou gêmeos homozigóticos não são e não serão jamais iguais entre si,são verossimilhantes ,sem dúvida,uma cópia quase perfeita. Mas além das diferenças externas,as vezes, pouco perceptíveis ,existem as diferenças nas individualidades(espírito) de cada um,o que os tornam no que são.E mesmo que fossem exatamente iguais ,ainda, mesmo assim ,seriam diferentes pois cada átimo é único; o momento de nascimento de cada um deles difere, mesmo que fossem nano-segundos,teríamos toda a configuração do universo diferente,em tempo e espaço,por isso nada ou ninguém se compara,todos são únicos e inigualáveis ,onde se cumpre dizer:  a “única coisa realmente perene é a mudança”
 Acreditamos que uma das maiores, se não a maior preocupação do homem seja a comparação.E é essa comparação que o infelicita,num eterno ciclo que ele crer existir: compara a ambição de um pirilampo desejar ter o brilho de  uma estrela,que ambiciona ser a lua, que inveja o sol, que acha fastidioso ser o astro rei e lamenta não ter nascido um simples pirilampo. Ele não examina mais do que a si mesmo, em uma clássica alegoria.Onde alguns vive  de comparações infelizes,nada  mais.Atitudes  medíocres exibem aqueles que parecem querer abdicar de si mesmo ao se espelhar nos contrários e em optar por uma imagem que as  vezes choca-se com a sua realidade familiar,afetiva ou social.Todos somos invariavelmente uma obra perfeita e sem par, e abdicar de si mesmo,deste modelo que somos para assumir uma característica cobiçada, mas que difere de nós mesmos, é um estado de alienação que rompe com as premissas de programação da regra única da criação:lndividualidade.Muitos comparam-se  e são comparados entre si, e lamentavelmente  pior é quando se atém as bizarrices mais grotescas, aos contrários mais extravagantes para se sobrepor ou se destacar   e por opção mimética, como um camaleão, querem se igualar nas extravagâncias e delinquências .
Por outro lado existem muitos,nos opostos e de ego exacerbado,que querem que os outros os copiem, os sigam.Querem ser vistos com espelho, querem guiar.Eles exibem a convicção de que são o  único e certo caminho: seja religioso ,econômico ou ideológico.Têm  os seus dogmas como verdades absolutas e irrefutáveis.Querem que todos se conduzam por  seu padrão ,que crêem  ser o ideal ou  o desejável.



 Das comparações
E na verdade ,estão certos e  equivocados, como toda a dualidade que nos difere,cada um deles forja a senda para os seus seguidores.Se os seguidores de Hórus, se crêem certos quanto as suas escolhas,na sua antítese os seguidores de Seth também o afirmam .Onde então se encontra o Portal que devemos escolher?É preciso saber que a estrada que trilhamos é única, e construída somente para nós e por nós.É preciso que saibamos que todos nós somos singulares e portanto nenhuma lei, que nos reduza a números e generalidades de equivalência é aplicável.E o pior nisso tudo, ou o que torna esse quadro mais sombrio e eterno é que não nos damos conta disso senão, em raras vezes, muito tarde.Mas quem sabe seja esse o propósito para todas nós nessa escalada de ascensão?
Como dizíamos,somos uma obra perfeita e acabada e o que nos falta são pequenas arestas que cabe a nós mesmos removê-las,apará-las.Os seguidores de Hórus permitirão que a Luz que busca provoque a ignição da sua Luz interior e assim se manifeste a senda que irá percorrer fiel e sem equívocos.Por outro lado os seguidores de Seth certamente irão atingir a sua busca que resultará num eterno e desejável equilíbrio.
Costumeiramente observamos a harmonia dos vegetais e  animais eles não usam de tais parâmetros,embora as plantas maiores sufoquem as pequenas,ou predadores abatam suas presas:são resultados puro e simples da sobrevivência.Mas,pode até ser presunção  afirmar que esses não se comparam e dizer que  a grama não desejaria ser a majestosa e imponente sequóia  ou essa deseje ser  um simples lírio do campo.Mas o que é absolutamente certo e inquestionável nisso tudo é que todos, ambicionando ou não, teremos que viver e gastar nossas vidas pelos propósitos,pra os quais fomos criados, pouco importa se  plantas ou animais(inclusive homem)A importância está em não questionar,simplesmente ver que a natureza conferiu a cada um de nós, condição que não podemos abdicar sem perder a nossa essência,sacrificar a nossa alma numa repetição eterna de ciclos .A grama embora pisoteada e na camada mais baixa, e incomparável  a imponente sequóia , se renova  e é consumida como é, base de vida de milhares de outras vidas,embora a sequóia ou o lírio tenham também o seu lugar , razão de ser e um propósito a cumprir, nas mesmas generalidades da vida que se cumpre.Todos se destacam por alguma coisa e todos completa o Todo numa interligação e dependência,pois da dualidade dos opostos da base do triangulo, encontramos  a ligação no vértice que os une.
 O grande dilema está  quando começamos a questionar os propósitos ou procurar racionalizar  algo que está além da nossa compreensão

Quando todos entenderem e aceitarem  que essa dicotomia faz parte do propósito,  verem que como os aspectos que se exterioriza apresenta diferenças e peculiaridades, a essência do espírito que confere a individualidade apresenta também as mesmíssimas diferenças e não há  o que possamos fazer a não ser aceitar, que embora tenhamos características semelhantes, somos todos diferentes.Não há nada que possamos fazer.Uma gralha é uma gralha e um corvo é um corvo,Um cravo é um cravo e uma rosa é uma rosa.É da natureza do escorpião picar assim como é da natureza do colibri polinizar .Qual é o mais importante dos dois,todos são importantes e necessários.O fato de não sabermos sobre o escorpião não invalida a sua existência e propósito.Todos se completam no TODO,que é o UNO.

Também é preciso que não nos exaltemos ou lamentemos aqueles  que se acomodam a espera de algo que não vem,ao nosso ver.Como também com aqueles que se agitam a buscar,sem saber o quê.Ambos tem a sua razão de ser  e quem sabe é do Propósito da Criação agirem assim?A solitária águia,não questiona a revoada de pombas.Assim como é do propósito da relva revestir o solo.Acreditamos que a harmonia está exatamente no equilíbrio e respeito às diferenças
JATeixeira

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Poste Scriptum:
Se eu vos perguntasse:se fizermos uma cópia de um  documento qualquer ,mesmo se autenticada e com valor legal aceita ,ela é 100% igual a outra ?
Não, não é e jamais será ,ela pode ter 99.9% de similaridade ,mas não existe uma cópia 100% pois  o momento em que ela foi impressa ou copiada difere do momento da criação.Tudo está alguns segundo ou micros segundo ou nano segundos,independente da velocidade.Todo o universo está esse 0000, qualquer coisa, diverso do momento anterior.E isso não é filosofia e sim a constatação física-espacial do óbvio.