quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dernière Dance








Dernière danse

Oh ma douce souffrance
Pourquoi s'acharner tu recommence
Je ne suis qu'un être sans importance
Sans lui je suis un peu paro
Je déambule seule dans le métro
Une dernière danse
Pour oublier ma peine immense
Je veux m'enfuir que tout recommence
Oh ma douce souffrance
Je remue le ciel le jour, la nuit
Je danse avec le vent la pluie
Un peu d'amour un brin de miel
Et je danse, danse, danse, danse, danse, danse, danse
Et dans le bruit, je cours et j'ai peur
Est-ce mon tour?
Vient la douleur.
Dans tout Paris, je m'abandonne
Et je m'envole, vole, vole, vole, vole, vole
Que d'espérance
Sur ce chemin en ton absence
J'ai beau trimer, sans toi ma vie n'est qu'un décor qui brille,
Vide de sens
Je remue le ciel le jour, la nuit
Je danse avec le vent la pluie
Un peu

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Os Rótulos:paradoxo da civilização





Aos rótulos se atribuem a organização,as diferenças e a civilização.Afinal como serão os outros reinos(?)protistas e fungos se conhecem ,se culpam,se rotulam?E os demais, se auto classificam?E como eles nos classificam?
Quanto a essas unidades de arranjos de carbono,na verdade,  muitos não estão completamente alienados como parecem nos fazer crer.O que temos observado é que quando o assunto lhes diz respeito,atinge seus interesses e escolhas,  eles passam a ouvir,entender  e fazer coro com os demais.
Tem um radioamador com quem compartilho alguns emails e ele,tempos atrás, me pediu que não enviasse matéria de teor político,pois tal assunto não lhe interessava.Tempos depois, ele mesmo está empenhado mandando e combatendo o que ele parecia distante,e por que?
Ora,o porquê de tudo isso está no fato de que ele atualmente se sente  sendo atingindo, diretamente, por tais movimentações políticas, antes não,nada fazia sentido ou lhe dizia respeito,ele queria distância pois nada daqui lhe importava,parecia inalcançável .Agora não,agora ele sente que foi prejudicado e que está sendo atingido e passa a reverberar o eco de todas as vozes, que antes não o alcançava.Igual a poesia do Pastor Niemöeler

                      Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
                      Como não sou judeu, não me incomodei.
                      No dia seguinte, vieram e levaram
                      meu outro vizinho que era comunista.
                      Como não sou comunista, não me incomodei.
                      No terceiro dia vieram
                      e levaram meu vizinho católico.
                      Como não sou católico, não me incomodei.
                      No quarto dia, vieram e me levaram;
                      já não havia mais ninguém para reclamar...
                                                               Martin Niemöller - 1933
Muitos só vêem e sentem a ameaça do mar, quando esse traga a sua casa,antes ele apenas se deslumbrava com as ondas e o seu marulhar poético ou uma " promenade" ao entardecer, assobiando La Mer...Agora ele sente que aperta no próprio calcanhar, essas sandálias que calça e a dor faz com que grite,pois antes todo o corpo era inatingível e somente vulnerável era no calcanhar e como Aquiles,as sandálias passaram-no a incomodar e machucar no único lugar que podiam feri-lo.


Infelizmente, muitos,a grande maioria, só se darão conta que  liberdade não é uma quimera,
quando forem tolhidos na sua;quando não puderem mais se deslocar livremente,na liberdade de ir e vir,ou quando os  seus  filhos tiverem sido presos.Outros quando faltarem  leite ou gêneros alimentício,ou não tiverem o que comer ou faltarem remédio,eletricidade,água,etc,etc.Cada um tem o seu próprio ponto de vulnerabilidade,o seu calcanhar de Aquiles e  irá reagir,em determinado ponto e quem sabe podendo até parecer tarde, mas  nenhum sistema consegue se manter de pé por muito tempo afrontando a todos. E os que foram usados,mais cedo ou mais tarde saem do estado de torpor em que se encontram.Alguns têm a percepção mais acurada e se acordam antes, outro precisam ser acordados.Vemos um grande dilema divisionista no rótulo.Os romanos sempre diziam que era preciso dividir para governar.Os rótulos nada mais são do que isso.Não existe ser de esquerda , de direita ou de centro.Todos somos o que somos, primeiramente nas nossa individualidade,onde  temos as nossas posições pessoais e nos comportamos de acordo com elas.Depois,na família, precisamos nos adequar para não entrar em litígio com os demais membros,respeitar o espaço  e gosto do outro,Em seguida,somos parte de uma vizinhança,de um bairro, escola , sociedade, Estado,País.
Os rótulos dividem desde a mais tenra idade, onde um é mais alto do que o outro,ou mais claro ou mais escuro,ou mais forte.Se é homem é porque é homem,se é mulher  não pode isso ou aquilo,mas pode isso ou aquilo unicamente por ser mulher.Na verdade somo iguais,como diz a lei?Mas por que uns são menos iguais do que outros?Ou tem mais ou menos direitos?

Só se corrompe ,só se alicia o que não tem segurança de si mesmo.Nem o PT ou qualquer outro partido consegue aliciar ou corromper a qualquer um que tenha conhecimentos fundamentados, não nas estatísticas forjadas e medíocres, usadas tanto  por um como  pelo outro ou ainda mais grave pelo menestrel que os maneja... pois ambos são meras marionetes. O único meio de sair desse imbroglio,mesmo que a longo prazo,recai sobre as escolhas, e são essas  escolhas que definem e destinam todos nos caminhos ou descaminhos,é a democratização da informação,do conhecimento.Mas,hoje ganha quem vocifera mais e usam como referência um dinossauro como Paulo Freire,caricatura de educador, anacrônico e servil do modelo vermelho.Em frases estúpidas .como:"escola lugar onde faz amigos."Levando a crer que antes da escola não existiam amigos,falácia senil e perigosa repetidas pelo papagaios que não aprenderam a pensar.Escola é onde se adquire conhecimento,amigos podemos fazer no trabalho,nos grupos,na vida e até na escola.
 E a escola deve ser o esteio que nos ensine a pensar,pois se soubermos pensar dificilmente seremos manipulados,mercados ,direcionados.

Nós não somos direita ou esquerda,nem centro.Nós somos nós mesmos,temos  pontos convergente e divergentes em relação a tudo,seja  na igreja ou em um time de futebol ou no boteco da esquina que nos aproxima e nos une e nem por  isso somos dogmáticos e seguidores de ideologias verdes ,vermelhas ou dos defensores do islamismo.Todos têm a razão em algum ponto, assim bem como também acumulam os seus erros.O pior deles é querer unificar o mundo baseado no seu ponto de vista.Não saímos de linha de montagem,e até em uma linha de montagem o espaço-tempo é diferente de um para outro.Todos somos indivíduos apenas semelhantes e nada mais.Quanto a : era fulano ou sicrano, é um rótulo meramente divisionista e rancoroso que ambos usam.E discorre sobre uma anomalia caricata como essa ,cujo nome me recuso a usar para não cair nesse vício pernicioso do rótulo, que torna ainda mais evidente a anomalia da ameba solitária que quer povoar o mundo ,e é essa comparação odiosa e estéril   que compromete a pobre ameba, que não tem nada com a história e passa a ser parte de um mero casuísmo de exemplo que a infelicita por ser comparada a algo ou alguém que está aquém das suas hábeis capacidade de perpetuação.Até parece  uma ode homérico a mandioca ou uma réquiem ao moribundo que nos causou tantos malefícios ,assim como os seus pares e  também os ímpares desse estranho  manicômio  que nos mantém prisioneiros e pagadores de impostos.
JATeixeira

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Vereador

A insuficiêcia dos proventos de Vereador o obriga a ser corrupto

A difícil vida de Vereador

Om Suryaya Namah




Om Suryaya Namah
Mantra usado  para a ativar o centro das  energias adormecidas no nosso interior É preciso haver uma concentração na repetição do  mantra , para despertar esses centros adormecidos.Se afirma que essa prática ,mesmo que por alguns minutos, em uma meditação ou na introspecção solitária trará um efeito positivo no despertar do potencial adormecido,que todos temos
A filosofia dessa prática milenar afirma  que tal exercício de ativação não  é o modismo televisivo ou hollywoodiano, nem prática com objetivo fútil ou leviano,antes procura estabelecer uma conexão das forças interiores com as forças do universo, no amor supremo e sublime do Criador,abrindo-se  às vibrações que despertam
Esse exercício visa absorver e irradiar a LUZ  para todos os seres ,trazendo a harmonia e o equilíbrio pleno de pequenos sóis despertos e irradiantes e amor ,alegria em um estado de serenidade plena

Todos nós somos elos de bem-aventurança, despertados da letargia profundo pela recitação desse mantra Om Suryaya Namaha

Todos nós temos um sol interior que pode ser despertado, é preciso ter consciência dessa possibilidade evocar e não reter,irradiar a luz que desperta
esse despertar,  trará  a  seu próprio mundo e ao mundo a sua volta toda a plenitude da LUZ num exercício pleno de possibilidades e espiritualização

Ao ser despertado e estabelecer conexão  consciente com essa LUZ,passamos a viver em  estado de abundância interna.
Em sânscrito  Surya  significa  Sol.
SAT-SURYA! (Ser-Sol!)
OM SAT-SURYA*" é o  fogo do discernimento que elimina todos às incongruências e mágoas do ser."

E dentro desse contexto, SURYA passa a ter o significado de um mantra poderoso na irradiação  de energia e LUZ ,além do que a prática  desperta os centros de energia interior proporcionando uma espiritualização  e bem–estar  profundos. Tornando-se ,dessa forma,um desperto, e assim um portador da LUZ ou do Sol Divino, dissolvendo com sua luz as densas camadas de energia de MAYA o véu  das ilusões e das desventura do espírito humano.

JATeixeira
O conhecimento ,quando compartilhado não cessa o crescimento

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lipizzaner



Lipizza é a cidade situado na fronteira da Ittália com a Eslovênia,próxima a Trieste de onde provém o nome dessa famosa  raça equina.As suas origens nos remetem a  1560, quando na Austria foram usados os  cavalos Kladrubers per serem usados nas deligências.

Do cruzamento do  Kladrubers com cavalos de linhagem puro sangue árabe deu origem a raça Lipizzaner
Em 1580, o terceiro filho do imperador Fernando I da Áustria, o arquiduque da Estíria Carlos II de Habsburgo tornou-se o promotor do Lipizzaner fundando um haras em Lipizza,e trouxe um grupo de éguas italianas do Polesine, de Aquileia e de Verona que cruzou com garanhões andaluzes importados de Espanha. Dessa formação originou-se  o Lipizzaner que  mais tarde se tornou muito famoso por ser o representante da famosa Escola de Equitação de Viena, fundada por Charles VI em 1729 e chamado de "espanhola"  para homenagear o componente andaluz presente na raça. Na verdade, desde 1717 os andaluzes já estavam mais sendo usado na formação do Lipzzaer  que foram substituídos pelas raças napolitanas  Kladruber, Frederiksborg e  depois  acrescentou-se o cavalo árabe na formação da raça

Carateristicas
Altura nunca superior a 1.60 cm, este cavalo apresenta proporções harmoniosas: a testa  alongada,olhos grandes, distanciados e expressivos, o pescoço,a espádua e o dorso estão caracterizados por potente massa muscular, enquanto a garupa é ampla e o trem posterior é  musculoso e potente.Coloração cinza,baio ou escuro Os potro nascem escuro e gradualmente vção se tornando cinza claro,quase branco.
Os cavalos Lipizzaner são excelentes cavalo de sela ou para serem usados atrelados, dada a sua impressionante estrutura imponente  e de comportamento natural e elegante, tanto no passo como no trote,o que evoca a movimentação típica do cavalo andaluz. Tem temperamento fogoso, no entanto, tem uma característica especial de ser  obediente, disposta, dócil e muito sociável, por isso  é um cavalo fácil de ser amestrado.

 A sua perspicácia e compreensão o torna notável no uso frequente das  exposições acrobáticas em exercício de difíceis execuções .

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Filme A Partida





Nos  nossos dias, a morte e o”Ritual da partida” foi substituído por um “cerimonial da partida”. Pois enquanto  ritual engloba  o fundo e a forma,os princípios e  passagem ,O CERIMONIAL não é mais do que um protocolo social, que visa exteriorizar para sociedade a “finalização” daquele extinto.Contrariando,muitas vezes suas religiões e crenças que atribuem uma vida após a morte,que essa seria uma mera “passagem”.E nas despedidas geralmente existe um misto de alegria e lágrimas,pois sempre resta a esperança do reencontro.

Os "CERIMONIAIS" são protocolos a cargo de casas mortuárias e muitas vezes de pessoas de pouco trato, simplesmente  “jogam”em um caixão um corpo, que é destinado a se decompor,não pesando sobre esses nenhum sentimento de perda ou  afetuosidade, seja familiar ou como um ser humano,da sua própria espécie que “parte”...Até mesmo  no Ritual de nascimento,embora também já não tenha os encantos e as expectativas que antes existiam,desde a surpresa de que sexo  esse teria e os contentamentos e festejos se estendiam...Hoje, o ultra-som já determina isso e até mesmo suprime a surpresa e  em resumo,também está convertido em um cerimonial...
Não deixem de assistir a esse filme e procurem extrair além das entrelinha do sentido oculto dos ritos mortuários.
 Morrer é morrer?? ?


O filme A Partida, de Yojiro Takita, (Oscar 2009).trata desse limite estreito e incompreendido entre a vida e a morte.


 O filme conta a história de um jovem violoncelista que após a dissolução da orquestra que participava,retorna de Tóquio para a sua cidade natal, no interior do Japão. Lá,em sua cidade de origem e sem muitas  perspectivas de empregos,ele atende a uma oferta de emprego num anúncio de jornal,que dizia:Ajudando a Partir, e  aceita trabalhar no que pensava ser uma agência de viagem, mas se trata de uma agência funerária e ele irá ser o  Noukan –profissional que procede  o ritual de acondicionamento do corpo .
O ritual estabelece uma estreita ligação de aproximação entre os que partem e os que ficam,mas mostra também o desprezo e preconceito que o NOUKAN sofre nessa atividade.


 O   seu chefe,diante da sua surpresa com o emprego explica-lhe que “ajudando a partir” na verdade foi um erro de grafia,deveria ter sido grafado como “ajudando os que partiram”   e que a  sua agencia era especializada nesse ritual de acondicionar os corpos dos mortos,antes da cremação. ou enterro. Noukan, significa acondicionar no caixão. Mesmo  surpreso com a atividade ele a aceita e passa a descobrir e conhecer os detalhes e  dificuldades que envolve a profissão.Ele conhece pessoas da cidade de Yamagata,como a senhora  da Casa de Banhos públicos, e o seu filho. A história exibe a sua estreita relação com a música, quando ele volta a tocar o seu violoncelo de criança, e podemos perceber a mágoa e ressentimentos guardados do seu pai,pois quando lhe ocorre as lembranças dele  o seu rosto aparece desfocado ,como se recusasse a aceitar a presença dele na sua vida,pela história da infidelidade e abandono por esse.
O filho da senhora da casa de banhos, sente vergonha dessa profissão e não permite que a sua mulher e a filha se aproximem dele,unicamente pelo fato der ser um Noukan,era como se fosse um “leproso” e chega até lhe dizer para procurar outro tipo de emprego.
Ele próprio se envergonha do que faz  e esconde da mulher o seu tipo de trabalho, até que ela descobre um vídeo sobre a sua atividade,fica enojada com as cenas  e também pede que troque de emprego.Passando a rejeitá-lo com nojo e desprezo e recusando-se a ser tocada por ele.Com  a sua recusa em trocar de emprego, ela o abandona.
Ele até tenta pedir demissão do emprego,mas o seu chefe lhe conta como entrou nessa profissão.A partir daí ele começa a desempenhar sozinho a  função de Noukan e cada vez se esmera mais  no que faz .
A sua mulher descobre que está grávida e volta  para aceitar e compreender o que é ser um Noukan,coisa que irá perceber mais profundamente quando falece a senhora da casa de banhos  e ele é encarregado de proceder  o acondicionamento de seu corpo, e  ela o  acompanha nesse procedimento onde vê todo o ritual e a forma que se dispensa ao ato.O próprio filho da Senhora da casa de banhos que antes o repudiava,passa a respeitar e ver a importância do seu trabalho e de como que ele é feito . Nessa cena também temos um frequentador assíduo da casa de banhos que é o responsável pelo forno que processa a cremação

O casal se reconcilia e ele lhe conta das suas lembranças de infância ao lhe dar uma “pedra” para ela guarde e que represente os sentimentos que os une,nela depositada.Ele explica que os antigos,antes da invenção da escrita,procuravam usar uma pedra que pudesse ser a depositária fiel de todos os seus sentimentos e lembranças e davam para os que amavam.Aqueles que recebiam esse símbolo podiam sentir toda a expressão do  seu amor  e desvelo. 

A sua mulher recebe uma carta com a notícia da morte de seu pai,inicialmente ele reluta em ir vê-lo,mas acaba convencido e vai até a outra cidade para realizar o Noukan  do seu pai para a partida e quando ele procedia ao acondicionamento,descobre, não mão do próprio pai, a pedra que eles haviam trocado quando criança.O pai lhe deu uma que ele guardou e ele ,em troca deu uma outra ao pai que a conservava na mão fechada.Nesse momento ele relembra o ato em que trocaram as pedras,na sua infância, e o  rosto pai se complementa em suas lembranças.


A simbologia presente nesse filme supera muitas expectativas,tornando-se necessário vê-lo além das imagens do filme em si mesmo e procurar mergulhar nas suas próprias lembranças familiares para extrair a ligação perene que existe entre vida e morte,duas faces da mesma moeda,onde cada passo,cada detalhe desse ritual demonstra o carinho e respeito por aquele que apenas se prepara para um novo nascimento,pois não é o fim que se exibe,mas se comemora com gratidão a presença e a representatividade desse que parte e as lacunas que deixam naqueles que ficam,onde de forma natural aceitam um fato incontornável  que muitos se distanciam por medo ,aqui se celebra com alegria o início de uma nova jornada,de um novo nascimento.
JATeixeira