Gabriel Ortaça Meu Canto
"Eu canto o dia que nasce,
eu canto o dia que morre,
eu canto a sanga que corre
a lua que mostra a face.
E se o mundo se acabasse
numa tragédia bravia,
assim mesmo eu cantaria:
um mundo nascendo doutro,
a indiada domando potro
e a bugra lavando a cria!"
"Eu canto o dia que nasce,
eu canto o dia que morre,
eu canto a sanga que corre
a lua que mostra a face.
E se o mundo se acabasse
numa tragédia bravia,
assim mesmo eu cantaria:
um mundo nascendo doutro,
a indiada domando potro
e a bugra lavando a cria!"
Ao vermos e ouvirmos esse tipo de canto,desgarrado e livre
que nos mostra e demonstra que nem tudo
tem maneia ou está perdido;ainda que pareça uma stampa pequena e desamparada nessa imensidão comprometida
,nos conforta e nos diz que ainda resta uma esperança ,e essas são como
pequenas tochas que ardem acesas, nesse mundo,não sendo intimidado com os ventos contrários
que quer extingui-la, que sopra e açoita essa intrepidez xucra, tentando em vão
apagá-lo.Mas,o que nos dá a essa certeza, que por mais que tentem, não
retirarão o brilho dos olhos desses que
vêem além dos que as retinas mostram,ou dos que abrem o peito e soltam esse
tipo de canto nativo que vai na contra-mão dessa bestificação dos bretes da
colonização moderna, nesse modelo serviçal e submisso à valores que ultrapassa
o aramado das estâncias, de todos os rincões desse planeta paralisado.E muitas vezes,o que
vemos nos diz respeito, pois nos cosifica e nos empurram
garganta abaixo, esse sabor acre que é
misturado a essa caricatura, em que foi transformado o homem urbano
hodierno,que não tem mais ou abdica de si mesmo ou dos seus próprios valores ,para rezar em uma
cartilha, ora ideológica rançosa e vermelha,em outros momentos se erguem num
defesa patética de movimentos espúrios e comprometidos com princípios que não
os seus.
Esse canto é um canto lançado em prol da própria liberdade
de ser, e assim o é, sem a necessidade de
submeter-se aos chavões impostos por uma mea culpa, ao comer carne ou a ginetar
livre pelos quatro cantos da terra,abençoado por Tupã. E nos incluímos entre
esses que ousam cumprir as diferenças que nos geraram,não fomos feitos em
estamparia fabril.Cada um é modelo único e não adianta o politicamente enganador
querer nos impor amarras,não adianta o
governo tentar nos por um freio,pois até na borda do asfalto brota a mais
teimosa semente, que não precisa de inspiração ou permissão para isso.
O Criador criou as suas criaturas sem precisar consultar os
postulados seja esses Fabiano-gramicista, da esquerda embolorada, ou os
caprichos da direita maquiavélica, que quer marcar a todos com um carimbo, pior
do que eles receberam nos campos dos horrores
de todas as guerras.
Embora eles tentem,embora eles nos apontem outros caminhos delineados por esse dogmático movimento do
politicamente(correto) enganador,não exista lei humana
que revogue a lei natural de todas as coisas.Onde pau é pau,pedra é
pedra.”Duas onças em uma furna uma é fêmea e outra é macho”,não é o nome que
define essas diferenças ,como certas senhoras pretensiosas gostariam de alterar
para o Onço e a onça,mas a prerrogativa presente vem desde a gênese do mundo
.Os modismos são temporários e não condiciona e nem se impõe sem o nosso consentimento,e mesmo a contra-gosto,pois gostaríamos de gritar aos quatro-ventos ,em alto e bom som, sem sentir intimidado ou ferindo o brio daqueles que abandonaram as características que FONTE que lhes concedeu, moldou e modelou, e mesmo diante de todas as adversidades , silenciosamente murmuramos como Galileu Galiei:”...E pur si muove !”
.Os modismos são temporários e não condiciona e nem se impõe sem o nosso consentimento,e mesmo a contra-gosto,pois gostaríamos de gritar aos quatro-ventos ,em alto e bom som, sem sentir intimidado ou ferindo o brio daqueles que abandonaram as características que FONTE que lhes concedeu, moldou e modelou, e mesmo diante de todas as adversidades , silenciosamente murmuramos como Galileu Galiei:”...E pur si muove !”
Por isso repito: aquele que liberta também será livre.É
preciso não esquecer jamais ,mesmo que permissivo,atentar contra si mesmo. Non
pecces tunc cum peccare impune licebit(Não peques, mesmo quando for permitido
pecar impunemente.).ou seja não abdiques de ti próprio ,dos teus princípios e virtudes em um caminho cego e torpe. O preço a pagar por essa libertinagem e permissividade
orquestrada, será muito alto,pois comprometes muito mais do que a tua "alma licenciosa "condenas os todos os que virão depois de ti..
JATeixeira








