“Os lábios da
sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento”.
Facebook... na vida real(?)
"Para as pessoas da minha
geração que não compreendem
realmente porque existe
o Face book, WhatsApp e etc.
Atualmente, estou tentando
fazer amigos fora do Facebook,
enquanto utilizo os mesmos
princípios.
Portanto, todo dia eu ando
pela rua e digo aos pedestres o que eu comi, como me sinto,o que fiz na noite
anterior e o que farei amanhã.
A seguir, eu lhes dou fotos de minha família, do meu cachorro e fotos minhas cuidando do
jardim e passando o tempo na piscina... etc.
Também ouço as suas conversas e
lhes digo que os amo.
E isto funciona!
Eu já tenho 3 pessoas me
seguindo: dois policiais e um psiquiatra!"
Recebemos do MTCF Sêneca ,via email,essa historinha do
cotidiano que poderia simplesmente ser uma raio de humor nessas manhãs sombrias
e cinzentas ,não por conta do inverno que já se foi,e sim e muito mais pelas
incertezas vermelhas do ódio peçonhento e embolorado que se perpetra contra um
povo pacífico,ou covarde,que a tudo assiste impassível,nessas selvas
tupiniquins. Mas, voltando a
história que se não se revelasse de fato
uma esquizofrenia, num surto apoplético, em que poderia redundar tal ato da
vida que imita a histeria coletiva e virtual ? Que, como uma mazela se abate sobre a civilização, nesses seus
estertores bizantínicos, procurando achar a panacéia para todos os seus males
na fuga ,no excesso de medicação ou ainda na promessa vaga e medíocre mais próxima:uma
hora é o twiter,em outra é o facebook já em outra é a febre do fanatismo religioso de uma ISIS, que explode ruínas do passado da civilização onde jamais estarão
inseridos ,esses delírios estão entre os muitos que ainda virão antes da
derrocada;E quantos milagreiros estão de plantão para achar a cura pra insônia,desamor,solidão,poligamia
e tantas e tantas mais, janelas da alma
doente e incurável, em todas as facetas desse cubo de milhares de esboços de
vértice e faces ou caricaturas disforme geradas no vício das noites insones,
embalados por modelos caóticos que
tutelam e servem de guia ora espiritual ora de “modelos de imitação simiesca”,cujo
comportamento tropeça nessa trama sórdida que se arma contra o esteio da família,
última sanidade, que é invadida pelo grotesco,vulgar e doentio glamour
televisivo,nessa marcha cambaleante de civilização que perdeu o rumo, e debalde
se debate contra os muro invisíveis desses traumas desconcertantes em que todos,de uma forma ou outra,somos vítimas.
Cada civilização tem a hidra de Lerna que merece e mal se
corta uma cabeça ,brota muitas outras em seu lugar e cada uma delas que como a
Medusa hipnotiza e transforma a esses em
um devoto escravo que é apenas mais um seguidor nessa cadeia que se amplia dia
após dia,atraído como moscas pela necrose da civilização.
É fácil vermos o que se desenha e nos espera nesse
horizonte,basta olhar para s civilizações que nos precederam:Sodoma e Gomorra
de que nos fala a bíblia ou da Babilônia ,Creta,Roma Atenas,etc.etc.Todas
atingiram um apogeu de civilização e são como o Colosso de pés de barro que nos
contam os historiadores e visionários.Eles,as cabeça pensantes de todas as
épocas,sentem-se inatingíveis e têm horror do cheiro do povo.Se encastelam
em seus feudos,em suas limusines blindadas que pensam ser inexpugnáveis,até que
se inventa a pólvora que derruba os muros a quilômetros distante dali e passam
a ver que nenhuma “Lingne Maginot” os
protege,que nenhuma fortaleza é páreo
para aviação inimiga.
O que fazer então?Abdicar da nossa sanidade e se deixar
corromper por essa ardilosa campanha contra a civilização? Se o fenômeno não é
novo,por que não nos tornamos resistente ou imunes a eles?
A briga não é nova e sempre se repetirá ad infinitum.A briga
não é do novo contra o velho ou whatsApp
contra o telefone de manivela .Não é do livro ou da cultura contra essa ou
aquela forma de perceber e aplicar sobre si mesmos as inovações.A contenda não
é entre civilização e atraso.O eterno conflito é entre o material e o espiritual.Entre
o Ter e o Ser.E por enquanto e como sempre tem sido o Ter que arrebata e conquista
muito mais ,embora todos saibamos que não levaremos nada do que temos,os
limites da conquista e da posse são insaciáveis e afeta a todos indistintamente.Até
aqueles que pregam contra o materialismo sucumbem diante do radiante mundo do
Ter que gera poder e cobiça ,ódio e perseguição.
Portanto,é preciso se ater as velhas máximas que jamais
serão proscritas,onde podemos acreditar que o homem são está,por assim dizer,incólume
a ferrugem desse tempo que carcome,vilipendia ou degrada;está acima de tudo na
justa proporção que se estabelece entre o amor e a virtude: valores que nos conduzirão pela mão,
por essas estranhas aléias que se
desenham nesse horizonte frio e
sombrio da civilização ,e como Gilgamés não naufragaremos nessas
turvas e lodosas águas que envolve e contamina o momento presente, como nos
outros momentos que findaram.
JATeixeira



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