A morte não existe,ela não é mais do que um inter-curso de
tempo entre o berço e a tumba. Está morto é uma mera figura de retórica,pois
está morto não é está extinto; e ao que denominamos morte, não é mais do que a ausência de uma forma
em uma dimensão de espaço tempo,além dessa dimensão e desse espaço tempo, existe
o contínuo eterno.Quando se referem a morte parecem crer que a vida está presa
ao corpo;o corpo é como o bulbo de uma lâmpada, que armazena um filamento que
tem a finalidade de emitir a luz;Não como a verdadeira LUZ que emana do UNO ,que
é uma energia que transcende a transitoriedade do corpo.O corpo é apenas
descontinuado nessa forma de arranjo e que serviu a um propósito :facilitar o
descolamento dessa energia a o seu consequente amadurecimento;quando esse se
completa e o esse corpo deixa de servir a esse propósito, ele será reciclado, se
converte e origina outras formas,ele se transforma, enquanto a energia flui...Pois
como diz Heráclito de Efeso “há única coisa que permanece é a mudança”Portanto
não podemos permanecer atrelado e esse corpo,matéria de FORMA e arranjo finito
, transitório e quando completa a sua finalidade a energia evola...
Mesmo estabelecendo a compreensão baseado no aprendizado ou
na espiritualização, poderíamos concluir que os mortos estariam ou estarão de fatos mortos somente quando
forem esquecidos e somente para esses que os esqueceram,pois da leitura de um
poema ou da citação de uma frase e até mesmo de uma velha hábito, eles emergem
e se elevam e voltam a caminhar entre aqueles que os citam,que os mencionam ou
simplesmente os vêem em uma velha e desbotada fotografia... Assim,portanto eles
continuarão...ad infinito pois a energia não finda nunca. E o que são as
lembranças,as memórias?Se não essa energia acumulada e que se revela quando
evocada? Será que ela, como o gênio, pode nos conceder desejos:?Claro.As
palavras contidas nesses desejos,nas orações são mantras que quando repetidos
ganham vida própria e mais, elas são somadas as milhares de evocações já
feitas,aos milhares de desejos já concedidos,pois está em nós a concessão
desses,os nossos desejos ecoam dentro de nós mesmos,pois o que está dentro é
como o que está fora e tomam forma e se completam e estabelecem conexão com o UNO a partir de
nós mesmo,e só nós podemos ativar essa ligação... Assim também são as
imagens,elas despertas sentimento recolhidos e adormecidos que podem ser
despertados,como esfregar da lâmpada mágica que portamos todos nós. Pois quando
as evocamos essa energia contida desencadeia sinapses e estimula neuro-transmissores
a buscar o elo com matriz universal de todas coisa ,a qual todos
invariavelmente estamos presos.Então dali poderemos extrair as respostas mais
complexas os desejos mais prementes,todos estão ligados ao UNO ou matriz da
vida ,do qual nada mais somos do que minúsculas partículas aprisionadas e
esperando a liberação para se reagrupar...
JATeixeira
.
Enivrez-vous. Inebriai-vos
Charles Baudelaire (1821-1867).
Charles Baudelaire (1821-1867).
Il faut être toujours ivre. Tout est là: c’est l’unique question.
Pour ne pas sentir l’horrible fardeau du
Temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous
enivrer sans trêve.
Mais de quoi? De vin, de poésie, ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.
..........................................................................................................................
http://tubaltrentino.blogspot.com.br/2011/10/enivrez-vous-inebriai-vos.html


Nenhum comentário:
Postar um comentário