sexta-feira, 3 de julho de 2015

Mordomias

Recebemos por email e resolvemos repassar...



“Um país sem excelências. Uma sociedade na qual o mandato político não confere um título de nobreza instantânea ao cidadão eleito, nem dá direito às regalias.Onde as madames não vão às compras em carros oficiais do Parlamento. Aos deputados suecos não se concedem carros oficiais, nem motoristas, secretárias particulares, viagens de jatinho, hospedagem em hotéis de luxo, nem privilégios”.

“Nem tampouco os juízes que, sem abonos ou privilégios especiais, não almoçam a custa do dinheiro do contribuinte com obscenos auxílios alimentação atrelado a altos salários”.
“A Suécia não oferece luxo aos seus políticos. A classe política não tem o status de uma elite bajulada, nem os privilégios de uma nobreza encastelada no poder. Sem direito à imunidade, políticos suecos podem ser processados como qualquer cidadão”.
“Qual seria a reação dos suecos se os políticos decidissem aumentar seus próprios salários, direito à pensão vitalícia, ocupar espaçosos gabinetes com copa e cafezinho servido por secretárias, empregar dezenas de assistentes particulares e parentes, andar de jatinhos e circular em carros oficiais com motorista. Tudo pago com o dinheiro dos cidadãos? “A sociedade sueca jamais toleraria a concessão de privilégios aos seus políticos. Isso é uma das poucas coisas que poderiam causar uma revolução aqui na Suécia”.
Suécia

 


 Ao contrário em terras tupiniquins a história é outra


Angela Merkel, exemplo de cidadania
.


Para reflexão, especialmente diante do descalabro e da total falta de noção que assistimos ser diariamente cometida por esta corja p...etista que se aboletou em Brasilia.
Uma reportagem  sobre a chanceler alemã Angela Merkel, o jornalista buscava entender as razões para o seu sucesso - chega a ser chamada de "Mutti" (mãezinha) pelos alemães - num país que tomou aversão por cultos à personalidade.
E desde a sua juventude até o atual período como comandante da nação, uma característica é sempre presente: a monotonia. Sim, Angela Merkel é uma mulher comum, uma pessoa "sem graça", no entanto é justamente isso que faz seu sucesso, porque as pessoas podem saber o que esperar dela e a enxergam como uma delas.
Em 1991 o fotógrafo Herlinde Koelbl começou uma série de fotografias chamada "Traços do Poder" onde retratava políticos alemães e observava como mudavam ao longo de uma década. O fotógrafo conta que homens como o ex-chanceler Gerhard Schröder ou o ex-ministro das relações exteriores Joschka Fischer pareciam cada vez mais tomados pela vaidade, enquanto Merkel, com seus modos desajeitados, não passava nenhuma idéia de vaidade, mas de um poder crescente que vinha de dentro.
A vaidade é subjetiva enquanto a ausência desta é objetiva, daí que Merkel é tão eficiente enquanto outros políticos parecem se perder nas liturgias e rapapés do poder.
Essa normalidade é vista em vários outros países - ainda que exista a vaidade, que é de cada pessoa - como no caso de deputados suecos que moram numa espécie de república tal qual a de estudantes e lavam e passam a própria roupa.
Certa vez vi uma reportagem de um jornal britânico analisando uma foto do primeiro-ministro David Cameron lavando a louça na cozinha. A reportagem não se espantava com o fato do primeiro-ministro lavar a própria louça, já que Tony Blair fazia o mesmo e Margaret Thatcher cozinhava para o marido, mas observava uma tábua de cortar carne com a expressão "calma, querida" num canto.
A própria Angela Merkel mora no mesmo apartamento de sempre com o marido e a única mudança que houve em relação ao seu tempo fora do poder é a presença de um guarda na porta do prédio. Eles compram entradas para assistir ópera com o próprio cartão de crédito e entram no teatro junto com todos, sem nenhum esquema especial.
Daí partimos para o Brasil, onde um simples governador de estado possui jatinhos, helicópteros, ajudantes de ordem e comitivas com batedores de moto que param o trânsito para que ele passe. Pessoas que vivem em palácios, como se ainda fosse alguma corte real. Empregadas, arrumadeiras, garçons, equipes de cozinheiros, serviço de quarto, motoristas, inúmeros seguranças, esquemas especiais para entrar ou sair de algum lugar.
Essa é a diferença: a normalidade do poder, a noção de que um servidor público é apenas um servidor público, seja um escriturário ou o presidente/primeiro-ministro da nação. Eles continuam sendo homens e mulheres, maridos e esposas, pagadores de impostos, trabalhadores e cidadãos.
Cidadania é isso
Roger Fischmann
Enquanto isso...





É preciso não esquecer nunca que das más escolhas resultam,sempre,os piores resultados 
 


 


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Dos números
A verdade embora possa ser apreciada ou dita e ser refletida de várias formas, mas  essencialmente elas são facetas do mesmo cristal . O que  realmente importa e que no final se aplica a cada um de nós, se lhe soubermos dar vida ou ver o nosso próprio reflexo ali contido: "Imprimirei as Minhas Leis no sua mente e gravá-las-ei no seu coração". Leis, como sugere Pitágoras ao aludir  ao sagrado Tetraktys ( o Quaternário Sagrado que é a nascente da eterna natureza)



« Tudo foi feito ,segundo o número dizia Pitágoras e Platão  completou,segundo o número ,o peso e a medida”
Um número é um símbolo dentro de um signo .Um signo implica em um código.Os símbolos não podem ser explicados ou definidos em sua plenitude pois está preso a âmbitos que nos levam até a Unidade.Se por exemplo se diz que o UM é o símbolo da unidade ,do TODO não temos como exprimir de outra forma, é grande demais para ser resumido, pois são idéias que transcendem a razão.
CALCULAR:
Vem de cáculo(pedra) quando se quantificava as coisas baseadas no número de cálculos ou pedras que representava os objetos juntos para o comércio .O mercador tinha dez cálculos,juntos na mesma carga para representar o número 10 de objetos que levava para vender,dez cálculos para dez couros que tinha para vender,dando a idéia QUNTITATIVA 



Mas os números vão muito além dessa idéia de quantificação das coisas,  ele fundamenta a idéia qualitativa, que é muito mais profusa

Número Um representa o UNO , a Mônada ,o Universo, o Todo :A unidade absoluta,a Perfeição.Tendo assim a capacidade de transcender o quantitativo e representar o qualitativo na idéia,como por exemplo:um aluno representa um,enquanto uma classe embora represente um, representa a muitos e por outro lado uma escola expande ainda mais essa idéia... nos dando a  idéia da profundidade e alcance da  UNIDADE
O número DOIS é o número que representa o conflito a imperfeição, a dualidade entre as escolhas.
O número TRES reapresenta o equilíbrio,a relação entre o conflito do DOIS da DUALIDADE e passa a formar a Unidade TRES, a Tríade resultando no equilíbrio
O número QUATRO,representa o material ,a terra,a natureza.Aparece um centro,uma circunferência que o divide e forma a Cruz,como os quatro pontos cardeais os quatro ventos.Representa o concreto ,a matéria,o comensurável.As  quatro referências.Na frente,atrás,a direita e a esquerda.O corpo,o sólido.
O número Cinco representa o Homem- o número quatro + número um  não se fundem ,mais esses passam a  se justapor  e formar uma nova referência, para formar uma nova idéia :Este ou aquele Não formando  um coisa só,única.Estão juntas mais conservam a sua natureza e individualidade.São as quatro extremidades mais a parte superior,representada pela cabeça, onde está a alma ,a razão, o ser ANTROPOS.  Representa a criação do Ser Humano,parte fundamental da Criação

COLMEIA
Já o número Seis, é o número de plenitude.Número perfeito segundo os pitagóricos,onde temos 1+2+3=6 , simbolizado pelo colméia,obra conclusa.Um número acabado,concluído,completo. Na obra agostiniana pode ser visto seguinte argumento:” Seis é um número perfeito em si mesmo, e não porque Deus tenha criado todas as coisas em seis dias; o inverso é que é verdadeiro: Deus criou todas as coisas em seis dias porque este número é perfeito, e teria sido perfeito mesmo que a obra dos seis dias não existisse".

SETE  a soma de 3 mais 4 ,onde o três representa o equilíbrio do superior e Quatro representa a matéria ,a natureza ,a terra,simboliza a união da matéria com o espírito .É o numero da magia, é intersecção do três com o quatro.Convivem separadamente.É o número transcendente .O três espiritual soma-se ao o Quatro ,a matéria, que convivem separadamente.
Número Oito ,temos quatro mais quatro representando a nova natureza, a natureza espiritualiza ou Portão da Eternidade ou como diziam os pitagóricos é o número que representa a Justiça e a Plenitude
Nove representa o final do ciclo,vaticinando que algo novo que virá 3+3+3=9 ou 3x3=9.Os pitagóricos acreditavam que é o numeral a que se liga todo o conhecimento O número quatro representa a matéria ,enquanto número cinco representa a parte espiritual do homem.Nove representa a virtude ,a sabedoria e o poder do silêncio.
O DEZ representa a própria perfeição,a divindade. O número dez,é em si mesmo a representação da perfeição,simbolizando a própria sublimação e comprimento de todas as coisas.Representa  a junção do UNO com a circunferência.


São,os números,portanto,idéia transcendente que se convertem nos símbolo dos símbolos ou das idéias ou ferramentas para alcançar a transcendência.
Ordem em grego chama-se kósmos,a unidade absoluta. Enquanto o CAOS representa a unidade fragmentada .O cosmos representa a  criação ou ordenação do universo,pelo Demiurgo,.
A ordem foi concedida através dos números,Foi dividido a UNIDADE  Tudo foi feito segundo o número da UNIDADE
Mímēsis (1) é a colocação de ordem no CAOS


Das Enfermidades
O uso da música na cura das doenças ou no restabelecimento do kósmos ou da ordem
A doença é o CAOS , ou seja tudo está fora de ordem.è preciso que se estabeleça novamente o kósmos ou a ordem para ter-se o equilíbrio.E isto se obtém pelo silêncio:A música das ESFERAS. Ela é a representação do silêncio ou seja do equilíbrio.Não significa dizer que no silencio não existe sons,e sim da  magnitude desse silencio .Para curar-se ou curar a enfermidade, o  CAOS é preciso que se restabeleça a ORDEM ou o kósmos e possa se ouvir a vibração dos sons do silêncio.O silêncio é a manifestação mais elementar do kósmos ,da unidade absoluta enquanto o CAOS representa o desequilíbrio,os ruídos desordenados.A musica das Esferas é representação dos movimentos dos sons dos planetas e pode ser exercida na introspecção, no silêncio que  irá gerar o equilíbrio:A unidade absoluta.O paradigma ESTÁ EM   escutar o silêncio.Por isso é preciso conhecer os números,a simbologia desses e as suas inter-relações para curar como meio de cura.è preciso descobrir a frequência que vibra o corpo.
A frequência dos números é inversamente proporcional ao objeto que deu origem a esse som.Ou seja se se estabeleceu o CAOS e para restabelecer o kósmos é preciso descobrir a frequência primordial do ser enfermo e ajustá-la para que vibre em sintonia com o kósmos

O Amor e os Pitagóricos
Por que os pitagóricos se sacrificavam e davam vida um pelo outros e não ou revelavam os seus segredos?
A resposta pode parecer demasiado simples mas tal atitude de sacrifício chama-se AMOR.Pois se eu dou a minha vida por ti ou tu dás a tua vida por mim ou por outro é uma mesma coisa,pois a vida é uma só,é única: e a vida é parte do todo fragmentada.representa  o regresso a unidade,onde os distintos fragmentos do CAOS se une para retornar ao kósmos, a UNIDADE.
Não dizemos:”Não quero te ocorra isso,,pois seria o mesmo que ocorresse a mim mesmo,pois no fundo somos partes do TODO fragmentado ou Caótico.
No dizer do cristianismo,o o que não queres pra ti não queiras pros outros,o que não queres que faças a ti não façais aos outros,resume-se a mesma ordem de fragmentação que compõe o kósmos, a Ordem :A Unidade



PS
Pitágoras atribuía à terapia através da música a designação de “purificação”. Segundo ele, a música curativa destina-se a (re)equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: «pensar, sentir, perceber e intuir».
Os tratamentos das enfermidades usado pelos pitagóricos  através da música ocorre através das frequências  da 5ª. Quinta representa a distância de sete semitons entre os sons.

A grande verdade é que a musica que nos faz transcender a matéria e nos conjugar com a Unidade é tem um alto poder curativo.pois ele nos faz soar a nosso frequência harmônica ou desperta essa harmonia perdida, mais latente.Portanto o poder de cura está em nós mesmo quando podemos extrair do silêncio ou da músicas das esferas, na introspecção, os valores que nos faz vibrar na mesma sintonia e ser reincorporado  dessa forma  a sintonia da Unidade, não deferindo dessa e passando a ser um mero som nessa sinfonia da vida.

Mímēsis:Il processo compositivo del kósmos è attivato, a sua volta, dall’impulso a riprodurre che, secondo Aristotele, caratterizza l’uomo in quanto essere rivolto e orientato verso la conoscenza. A arrivare ad accezioni più filosofiche, come l’assunzione di comportamenti ritenuti esemplari, il legame fra i nomi e le cose, il rapporto fra l’essere e il divenire fino ad arrivare addirittura alla contemplazione delle forme ideal(http://www.filosofico.net/esteticantica.htm)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

As Quatro Leis da Espiritualidade.




I Lei "A pessoa que vem é a pessoa certa"
Isto significa dizer que cada pessoa que encontramos ou com quem lidamos ou seja todas as pessoas ao nosso redor, sejam essas uma contribuição positiva ou negativa ou neutra pode ser para nós uma oportunidade de crescer e progredir em nossa jornada interior e cabe,unicamente, a nós decidir em qual direção aproveitar desse  encontro;

II lei diz: "O que acontece é a única coisa que poderia ter acontecido."
Nada do que acontece na nossa vida é privado de sentido, tudo o que acontece é o resultado de uma cadeia de eventos e circunstâncias.Isto  significa dizer:- que o que tinha que acontecer acontece, não em um destino pré-determinado, mas sim o resultado de nossa ações e sobretudo  reações . Se isso ocorrer, e não gostamos, temos a oportunidade de mudar o nosso comportamento e nossas ações até que as circunstâncias vão seguir uma direção diferente, como um rio detido por uma rocha no seu curso. O que acontece sempre acontece por uma razão e é importante aprender a valorizá-lo.

III Lei afirma : "O momento em que ocorre é o momento certo."

Os eventos se verificam por determinadas razões e também no momento em que esses ocorrerem é determinado por nossas ações, sejam essas conscientes ou inconscientes. Muitas vezes nós não entendemos como explorar uma situação da melhor maneira ou de ter perdido uma ocasião mas , na realidade, a ocorrência de condições adversas também nos faz mudar de  perspectiva, mudar o que está no fundo de nós mesmos ,nos empurrando para melhorar, até que  ficamos a altura dessa oportunidade ou daquela meta pela qual almejamos tanto, tudo isso  serve também para nos fazer entender o que realmente queremos ou não, e quando entendermos isso, começamos a semear o que será a nossa colheita de felicidade e satisfação pessoal profunda.


IV Lei diz: "Quando algo acaba, acaba."

Precisa de uma grande coragem para deixar para trás os arrependimentos do passado, ir mais longe e recomeçar  ou retomar a um ponto  interrompido da nossa vida, parece tarefa hercúlea, mas na verdade é muito mais difícil de transportar para trás um fardo de insatisfação e sofrimento convencido de não poder se libertar dele . Desistir da situação não significa abandonar o campo, mas uma vez que se tenha feito todo o possível, ou o máximo do que foi decidido, então é justo continuar nesse caminho sem recriminar ou revolver sobre o que poderíamos fazer melhor.O passado deixamos para trás  no momento em que  nos alegramos com o presente e sonhamos com  o nosso futuro!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Casa na àrvore




Será que é um  eterno espírito de aventura ou a síndrome do Peter-Pan que se recusa a aceitar um mundo e seu “modus vivendi? Vemos hoje ícones e bandeiras desfraldadas com as tintas vermelhas do ódio que nos incita uns com os outros, numa eterna litigância:pequenos contra grandes ,azuis contra vermelhos cujos laços presos as camisas, por contas das festa primaveris,são inocentemente  arrancados por uns ou por outros, em cujos o ódio peçonhento se acirra a proporção que se alicia novos adeptos em todas as camadas e níveis ,opacificando a  visão,tolhendo a  razão ,encolhendo o próprio Ser:na maneira de viver e participar.E é preciso não esquecer a máxima latina que diz: Inter duos litigantes, tertius gaudet”Entre dois que brigam um terceiro se rejubila.Qual é o terceiro que se rejubila ? O que fazer ? Buscar uma esfera  nessa síndrome de romantismo ou reagir a barbárie vermelha que quer se instalar ?Ou o quê ?? ?
JATeixeira




a secret treehouse, hiding in the woods of Whistler

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Reinos



O relacionamento humano à humano ou humano para com os demais membros dos outros reinos sempre  é feita com base em conceitos, rótulos,  parâmetros que muitas vezes,presunçosamente,estabelecemos esquecendo que cada um,em si mesmo, é único e nada ou ninguém pode comparar-se ou ser objeto de comparação,sem fugir da verdade primeva. As comparações às vezes são tão esdrúxulas que beira o ridículo, para não dizer a insanidade; A força, o poder,o domínio, entre si mesmos, nos outros “reinos “se estabelece por si só ,sem bajulação,sem sofismas:As grandes árvores abafam as pequenas sem questionamentos, reverências ou perseguições.Mas cá em baixo, do alto dessas copas, as outras espécies se diferenciam em milhares de outras atitudes,que não seja o de arranhar o céu, em um Zigurati arbóreo


Quem nomeou Quem ou Qual para ser rei e superior, aos demais?Ou, ainda, por que questionar tal fato   ou submeter-se a tal imposição?
Quais membros dos outros ”reinos” prestam tal reverência ou exigem submissão um dos outros?Se essa existe e existe ,ocorre por conta de um equilíbrio e subsistência,necessários.
E quanto à perfeição? Somos perfeitos ou imperfeitos?O Criador teria feito uma criatura imperfeita?Que critério se usa para definir ou avaliar?
Acreditamos que todos nós somos perfeitos.Obra de um Criador que forjou criaturas perfeitas  para tal  estágio evolutivo ou,pelo menos,parte de processo contínuo de uma evolução diferenciada,mas adaptável a tal estágio em que vive.

A tal validação ou aceitação tácita dessa diferenciação de entes iguais, mas  aceitos como “superior ” implica em uma submissão voluntária,por desconhecer a si mesmo(Nosce te ipsum),   Nenhuma criatura dos outros “reinos” são submissas,elas são perfeitas para o propósito e estágio evolutivo que vivem ,são diferenciadas e perfeitas e se aceitam como tal,cada uma dentro do seu próprio espaço.A grama forma um, tapete que pode recobrir e impedir a germinação das sementes que lhe esconde o sol.Mas a sombra formada pela “Majestade Frondosa”não a persegue ou propositadamente lhe tira a luz.Existe um grau de tolerância  numérica nesse convivência.Fecunda-se sempre menos  sementes da frondosa sequóia do que das gramíneas. Tal parâmetro ocorre para os outros reinos estabelecidos por uma processo de adaptação ao longo da vida no planeta.



O grande problema não está na elite em si mesma.Essa sempre irá existir em qualquer “reino”, pois elite é aquele que se diferencia  mais do que os outros indivíduos do seu próprio “reino”,com os  humanos não é diferente; os sábios são muitos mais silentes do que aqueles que  vociferam e pregam o ódio e a carnificina .O grande e crucial problema está na maneira como isto afeta os demais e como esses vêem tais diferenças, onde não se incluem.Alguns desses, nem notam as diferenças mas, são motivados por aqueles que notam tal discrepância , e os estimulam  no lado mais sombrio e não por admiração ou por querer ajudá-los mas apenas para mostrar as suas chagas e infinita pequenez,São aqueles que brigam para que mantenham a porta aberta,mas após cruzá-la é o primeiro a mantê-la  fechada ;esse agem muito mais um espírito de revolta por perceber  que não está inserido naquele contexto,  que pensa ser merecedor, e procura fomentar ,criar diásporas entre os mais humildes.Esses não procuram alavancar a si mesmo para mudar de degrau e sim serrar a escada daqueles que vêem como mais altos,procura  nivelar os demais por si mesmo.
Há quem diga que os degraus da ascensão existem não necessariamente para mostrar que um está mais alto do que o outro em cada degrau, e sim, se trata de uma preparação que nos   amadurece para o degrau seguinte e assim mesmo,embora possa parecer que estacionamos,nunca demoramos mais do que o necessário para mudar de degrau.


Mas,muitos desses intrigantes, procuram em oposto ao  esforço e determinação de ascensão minar o modelo  estabelecido,não por vontade dos diferenciados e sim por milhares de anos de evolução, e esses do lado sombrio e paralelo que nos seguem, assim o fazem por despeito,por não poder chegar ali. Não reverencia aos que estudaram,se esforçaram e evoluíram.Assim o fazem pelo fato de não ter procedido assim e não ter conseguido tal ascensão e mesmo assim, não está satisfeito com a condição que vive e se não pode subir ,quer puxar os outros para baixo,para o seu próprio degrau.E,por outro lado não se aceita, como sem as condições fornecidas pela própria matriz primordial , para tanto. E sente-se inferior e são ruidosos como uma caixa vazia,pois a proporção que a caixa se torna plena ,menos barulho ela emite.

Ora ,mesmos entre esses é preciso que se dêem conta que mesmo que se sinta pequeno e inferior é um vencedor, pois quantos milhões de células primárias foram descartadas e só uma única fecunda?Muitas vezes, não são esses os verdadeiros fomentadores da disputa.Aqules que se pode chamar de “despertos”são muitos mais ardilosos e escondem suas reais pretensões, em usar a esses como aríetes das sua vis pretensões, em investidas que parecem querer glorificar os deserdados,mas de fato estão  interessados no espólio da viúva e não defendê-la;mas  faz pensar a esses menos favorecidos, que se ofuscam com  brilho da purpurina ou da pirita, e que se vêem abandonados e passam a perseguir as miragens como reais,a atacar os moinhos  ,onde vêem dragões e não os responsáveis pelas mós que moem o trigo que os alimenta .E por trás da queda de cada moinho,explode a alegria do algoz. E as bestas usadas nessas manobras,não se sentem marionetes eternamente usadas.Quem sabe acordem quando não tiverem mais trigo para o seu próprio pão.

JATeixeira

quinta-feira, 18 de junho de 2015

TALIJANSKA-Tempo dos Ciganos



Time of the Gypsies-O Tempo dos Ciganos"


TALIJANSKA Goran Bregovic & Athens Symphony Orchestra -





Filme que exibe uma visão romântica dos ciganos da antiga Jugoslávia .Emir Kusturica  que dirige o filme consegue realizar a façanha de fundir na mesma película a comédia a  tragédia, a realidade e a exótica e misteriosa fantasia dos sonhos ciganos, que povoa a nossa imaginação.Uma  marca indelével do filme é a música , que com os olhos cerrados podemos imaginar as fogueiras  e danças na volta dessas impulsionada por guitarras,violinos e acordeons numa verdadeiro ode a vida inebriada e sem regras, indo de acampamento em acampamento,de terra em terra: livre e sem regras  a não ser a de seu próprio povo .A música de Goran Bregovic:

Como protagonista principal encontramos Perhan , que vive num "ghetto" cigano com a avó, o tio, e a irmã deficiente . Perhan está apaixonado por Azra,sua vizinha que representa  a sua única alegria. Mas a mãe dela recusa o seu pedido de casamento . O filme   foi premiado pelo festival de Canes nos final dos anos 80,ano de lançamento é 1989 

A Criança e o Aprendizado



A Criança e o Aprendizado

“Se tivessem os legisladores promulgado tantas leis para recompensar as boas ações quantas promulgaram para castigar, o número de virtuosos teria aumentado mais pela atração da recompensa do que o número dos perversos tem diminuído pelo medo do castigo“. (Luis XVI, Rei da França, 1754 – 1793).


Fazer a “Dança da Bundinha” ou  “Funk  da Peladinha,”pode!Ajudar a mãe ou varrer a casa não pode !

Uma criança que trabalha ,ajudando em casa nos serviços domésticos ou aos pais na lide profissional ou ainda  contribuindo para  a renda familiar, coloca esses adultos,pais ou empregadores, como marginais e fora-da-lei. A lei nega a criança e aos seus mentores tal aprendizado  na idade mais hábil e preponderante de sua vida .Pois quanto mais tenra  a idade, o aprendizado é melhor absorvido .Experimentem, depois de adulto, a aprender a esquiar no gelo ou então manter o equilíbrio em cima de uma bicicleta,torna-se difícil,mas para os que empreendem tal esforço precocemente, se tornam exímios em tais práticas.Porém a lei não permite. Ou será que existe algum artifício ardiloso por trás de tais exigências que não nos é conhecido? Ah! Talvez até digam que tem pais e empregadores que explora e aplicam  excessos em cima desses.Pode até ser que existam e certamente existirão pessoas assim,mas, o pior e mais cruel é que pelos maus pagamos todos.Passam a fazer a lei baseada na exceção,na minoria para que a maioria cumpra indistintamente.

A lei  nivela todos por um prisma ruim,não podendo combater o mau pai,o mal empregador,etc. aplica a mesma penalidade  para todos.Quer seja sobre os danosos e exploradores quanto sobre os probos e bem intencionados, que usam de tais expedientes unicamente para formar e não deformar a personalidade dos seus pupilos,em cujos são aplicados tais propósitos de fazê-los compreender,aprender e praticar.É uma doutrina que tem dado certo desde do alvorecer da humanidade.E já que a lei já  não coíbe o verdadeiro crime ou a prática criminosa,exibe a sua pesada mão sob os mais humildes , ao tirar a arma das mãos daqueles que não resistem em entregá-la, pois são fiéis cumpridores dessas,mas por outro lado temem aqueles que estão armados nas favelas,nos grupos criminosos que cada vez mais se organizam e as desafiam, e os seus “zelosos” aplicadores temem por suas vidas e não buscam nem frequentam os locais onde elas estão, se contenta em afrontar as pessoas idôneas e submissas a lei e a ordem.
Lembramos de certos vigilantes das casas bancárias que olham e atendem aos clientes com a cara fechada e intimidatória  como se olhassem para bandidos,mas diante dos verdadeiros criminosos, diante dos assaltos se borram...

Os maus,cuja a lei quer combater,sempre existirão a sombra desta e praticarão os seus desmandos  os seus dolos e os guardas  da lei os conhece e os temem:sabe quem são e o que fazem e como fazem.Por isso procura ignorá-los e  se restringem a aplicar as penalidades nos  bons,punido os dóceis e pacatos cumpridores da lei.


Outra coisa é a distinção que se faz entre as atividades de trabalho,ajudar aos pais ou trabalhar em atividades que usam somente os músculos  é trabalho escravo.Mas se for um atividade intelectual ou artística se permite.Enquanto o primeiro cansa simplesmente os músculos,o segundo provoca cansaço mental podendo levar a depressão e quem sabe a busca de necessária ajuda especializada(psiquiatra) para trazer  de volta a sanidade.Mas e a infância roubada?Nas muitas horas presas em decorar textos ou em pousar para artistas ou em danças promíscuas e insinuatórias  ???Aí pode? E Por que pode?
Sem querer citar nome para não celebrizar ainda mais a essas figuras patéticas que exibem suas orgias travestidas de crianças  em apelos doentios, para quem formula e para quem assiste,vê-se claramente a separação entre o joio e o trigo.Enquanto o pai ou mentor organiza os feixes de trigo,retirando as pragas e os protegendo quando devem e os levando ao sol quando se faz preciso, para se tornarem sadios e vigorosos são punidos,apreendidos ,proibidos.Enquanto o Joio se exibe prosaicamente para aplausos de uns e glória de outros que vedem seus corpos, maculam suas almas e adoecem seus espíritos sem que nada lhes aconteçam.

JATeixeira